Regional

Polícia Civil faz reconstituição da morte de empresário de Igaraçu

Bruno Freitas e Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Polícia Civil/Divulgação
Presos mostraram aos policiais civis o local onde o empresário foi abordado, em Barra Bonita Em Igaraçu do Tietê, os acusados fizeram a reconstituição do assassinato da vítima

A Polícia Civil realizou nessa sexta-feira (10) a reconstituição da morte do empresário Adevaldo Colonize, de 51 anos, dono da rede de colégios ADV. Durante toda a manhã, os três presos sob acusação de participação no crime mostraram aos policiais civis com riqueza de detalhes como a vítima foi abordada e posteriormente assassinada em um canavial em Igaraçu do Tietê (71 quilômetros de Bauru).

A reconstituição é uma espécie de complementação ao inquérito que ajuda a polícia a esclarecer pontos conflitantes nos depoimentos e eliminar eventuais dúvidas. Sob comando da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, as equipes percorreram ruas de Barra Bonita, onde Colonize deu carona para dois acusados, e a estrada que liga a cidade a Igaraçu do Tietê, chegando até o canavial onde ele foi morto.

Conforme divulgado pelo JC, o empresário foi vítima de um crime brutal. Após o seu desaparecimento na madrugada de 29 de outubro e a prisão de dois irmãos vistos por populares andando na sua Toyota Hilux branca, que foi encontrada abandonada na tarde do mesmo dia, no bairro Cohab, em Igaraçu do Tietê, a Polícia Civil iniciou um longo trabalho de investigação para tentar localizá-lo ainda com vida.

Somente na terça-feira (31), com a confissão de um dos presos, Marildo Junior Meza, 21 anos, a polícia descobriu que Colonize havia sido vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Após deixar uma casa noturna e dar carona ao jovem e a um amigo dele, Caíque Henrique Salles, de 20 anos, a vítima foi espancada, estrangulada e abandonada inconsciente em um canavial na zona rural.

Acreditando que o empresário estivesse morto, os dois retornaram à cidade para buscar o irmão de Marildo, Paulo Roberto Meza, de 28 anos, que teria ajudado a dupla a colocar fogo nele. Segundo o delegado titular da DIG de Jaú, Marcelo Aparecido Tomaz Goes, exames periciais revelaram que a vítima foi queimada quando ainda apresentava sinais vitais. Após o crime, os três tentaram vender a caminhonete dela em Bauru, Botucatu e Jaú, sem sucesso. Os dois irmãos estão presos temporariamente desde 30 de outubro. Na madrugada do dia 2 de novembro, policiais civis conseguiram prender Caíque, que também estava com a prisão temporária decretada. Os três respondem por latrocínio, associação criminosa e ocultação de cadáver.

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