Muitos personagens, um só artista
| Arquivo Pessoal |
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| Paulo nasceu e foi criado em Bauru; atualmente, vive no Rio de Janeiro |
Nascido e criado em Bauru, Paulo Eduardo Campos descobriu a sua vocação para as artes ainda menino, quando fez teatro na Viver Escola Waldorf. Assim que se formou em Artes Cênicas pela Universidade do Sagrado Coração (USC), em 2011, o bauruense decidiu tentar a vida no Rio de Janeiro, cidade que considera ser a Hollywood brasileira.
Paulo já participou do quadro "Ding Dong", do Faustão, e da "Máquina da Fama", do SBT, nos quais imitou o Dinho, vocalista da banda Capital Inicial. Já no "Vídeo Show", ele interpretou o Félix, personagem de Mateus Solano na novela "Amor à Vida", também da Rede Globo.
Recentemente, o canal criado por ele e sua parceira, a atriz Adriana Bengozi, no YouTube, denominado "Chuck Nozes", recebeu o prêmio Rio WebFest, que incentiva a produção digital brasileira. Além disso, na última sexta-feira, o bauruense participou do programa "Tô de Graça", no Multishow.
Já no caminho da fama, o artista alega que esta, na verdade, não é a sua pretensão. "Eu quero viver da arte", reitera. A seguir, Paulo fala sobre a carreira, as conquistas, a produção artística nacional e o diferencial de ser bauruense.
Jornal da Cidade - Você nasceu e foi criado em Bauru. Também começou a carreira na cidade?
Paulo Eduardo Campos - Sim, eu comecei trabalhando em rádio. Fui locutor da 96FM, em Bauru, dos 18 aos 21 anos. Já apresentei um programa de entrevistas independente, em um canal de TV fechado, e montei uma banda, chamada Kodificada, na qual cantava pop rock. Chegamos a tocar no Bar do Espanhol, na avenida Getúlio Vargas, e na antiga Cervejaria dos Monges, onde também apresentei outros shows. Além disso, participei de alguns musicais do Grupo Ato, em Bauru, fato que me fez estudar Artes Cênicas, na USC. Em 2011, terminei a faculdade e me mudei para o Rio de Janeiro, de onde não mais saí.
| Fotos: Arquivo Pessoal |
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| Assim que chegou ao Rio de Janeiro, Paulo participou de diversos musicais |
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| O ator fez parte, ainda, do musical infantil “A nova descoberta”, do Grupo Ato, em Bauru |
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| Paulo Eduardo Campos e Gui Santana, durante a gravação do programa “Tô de Graça” |
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| Paulo Eduardo Campos e Rodrigo Santana participaram do programa “Tô de Graça”, no Multishow, que foi ao ar na última sexta-feira |
| Criadores do canal “Chuck Nozes”, Paulo Eduardo Campos e Adriana Bengozi ganharam um prêmio no Rio WebFest, no último dia 19 |
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| Paulo gravando vídeos para o canal “Chuck Nozes”, no YouTube |
JC - E o que fez quando chegou ao Rio de Janeiro?
Paulo - No Rio, eu trabalhei em um restaurante, no qual os garçons cantavam, mas também fazia shows de humor, imitando artistas e com personagens próprios. Eu fiquei um ano fazendo figuração em novelas da Rede Globo. Fiz, ainda, diversos musicais infantis. Embora eu goste muito de teatro, o meu foco é a televisão e o Rio de Janeiro é a Hollywood brasileira, fato que me trouxe até a cidade. Porém, sempre costumo dizer que não vim atrás da fama, eu vim viver da arte. É o que eu quero e falo sobre isso no meu canal, no YouTube.
JC - Falando nisso, o canal foi premiado recentemente, não?
Paulo - O canal "Chuck Nozes" recebeu o prêmio Rio WebFest, que incentiva a produção digital brasileira, no último dia 19. É um festival que abriga produções do mundo inteiro. O canal de humor é recente e possui poucos inscritos. Eu e minha parceira, a atriz Adriana Bengozi, ficamos lisonjeados. Com a direção de André Ângelo, o canal recebeu este nome porque nós somos iguais ao Chuck Norris, ou seja, fazemos de tudo, desde a produção até o figurino, só "nozes" mesmo. Postamos dois vídeos por mês e, por enquanto, há 200 inscritos. No final do ano, teremos um vídeo especial, com a participação da drag queen Silvetty Montilla. Para 2018, o objetivo é chamar ainda mais famosos e fazer com que o "Chuck Nozes" ganhe maior popularidade.
JC - E quando descobriu a vocação para o humor?
Paulo - Desde pequeno, eu imitava os professores na escola e, recentemente, percebi que poderia ganhar dinheiro com isso. No "Ding Dong", do Faustão, e na "Máquina da Fama", do SBT, eu imitei o Dinho, vocalista da banda Capital Inicial. Já no "Vídeo Show", eu imitei o Félix, personagem interpretado por Mateus Solano na novela "Amor à Vida", também da Rede Globo. Mas eu sempre fui ligado em imitações e, quando cheguei ao Rio, tive de colocar na cabeça que sou humorista. Caiu a ficha e consegui lidar com o meu ego. Eu queria ser galã de novela, fazer algo mais sério. Porém, não teve outro jeito. Quando vou fazer algo na Globo, os produtores já falam que a minha pegada é a comédia.
JC - Você leva jeito para o humor, mas o que mais gosta de fazer?
Paulo - Gosto de atuar, viver outros personagens que não sejam eu, afinal, sou muito tímido.
JC - Tem algum personagem preferido?
Paulo - É difícil falar que tenho um preferido, porque eu gosto de todos, inclusive, dos que criei. Têm os que se destacam, que são as imitações do Dinho, da banda Capital Inicial, e a do Silvio Santos, que interpretei para a Patricia Abravanel quando participei do "Máquina da Fama", e ela amou.
JC - Como você se vê daqui a 10 ou 15 anos?
Paulo - Eu me vejo vivendo da arte, apesar desse mundo ser bastante inconstante. Eu era católico, mas virei budista há três anos. Diante disso, consegui enxergar que a tranquilidade, a estabilidade, é tudo. Logo, pretendo estar tranquilo financeiramente e espiritualmente. Além disso, estudo Produção Audiovisual, na Faculdade Estácio de Sá. Caso o meu sonho de trabalhar em frente às câmeras não dê certo, terei a opção de ficar nos bastidores.
JC - O ano não foi fácil para os brasileiros, devido às crises política e econômica. A produção artística também sentiu isso? De que forma?
Paulo - Olha, quando você é famoso, é mais fácil. Embora eu não seja famoso, tenho um público bacana, porém, com a crise, a procura pela arte diminuiu, principalmente, no Rio de Janeiro, onde as pessoas têm a opção de ir à praia. É uma luta diária.
JC - Em entrevista ao JC, em 2015, você comentou que não fazia stand-up. Isso mudou?
Paulo - Não. Faço show de humor, não stand-up, que conta histórias do cotidiano, sem imitações. Faço apresentação com trilhas, imitando cantores e celebridades, como a Palmirinha, a Aracy, da TopTherm etc. Estou com um projeto para o ano que vem, de um show de humor, e quero englobar o stand-up, contando a história de como cheguei ao Rio e, claro, citando Bauru. Inclusive, penso em levar o espetáculo até a minha cidade natal.
JC - Depois que foi morar no Rio, chegou a se apresentar em Bauru?
Paulo - Não, só vou para visitar a família e os amigos, a cada três meses, mais ou menos. Eu amo ir para Bauru, recarregar as energias.
JC - Como foi a sua infância na cidade?
Paulo - Fui criado no Bela Vista e gostava de brincar na rua, andar de bicicleta com o meu irmão, Daniel Campos, que também é artista. Ele toca contrabaixo na banda da cantora Luciana Pires. Aliás, toda a minha família tem uma veia artística.
JC - Por fim, o que você levou de Bauru?
Paulo - Bauru é uma cidade onde as pessoas são agradáveis e os cariocas sentem essa diferença. Vejo que, em alguns municípios maiores, não tem esse negócio de preservar aquela amizade da infância. Bauru me faz mostrar essa questão da amizade, da energia positiva - tanto é que preciso voltar sempre para recarregá-la.
PERFIL
Nome: Paulo Eduardo Dias Campos
Idade: 34 anos
Cidade natal: Bauru
Signo: Aquário
Time: Não sou muito ligado a futebol, mas gosto do Noroeste e do Flamengo
Música: Sou eclético, mas prefiro o pop rock nacional
Filme: Gosto de séries de ficção científica
Família: Sou solteiro e moro com uma amiga, a atriz Beatriz Campos, no Rio de Janeiro. Ela interpreta Leonor, empregada de Lucinda, na novela "Tempo de Amar", da Rede Globo
Hobby: Gosto de ir para baladas e barzinhos
Para quem dá nota 10: À minha família, que sempre apoiou o meu trabalho
Para quem dá nota 0: À mentira e aos políticos brasileiros
E-mail: pauloeduardocampos44@hotmail.com
Facebook e Instagram: Paulo Eduardo Campos
YouTube: "Chuck Nozes", canal que criei com a atriz Adriana Bengozi e recebeu o prêmio Rio WebFest, no último dia 19
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