Tribuna do Leitor

Utilização dos recursos do FTE

Christopher Davies
| Tempo de leitura: 1 min

A página 3 do JC de hoje (20/11/17) está focada na utilização dos recursos do FTE - Fundo do Tratamento de Esgoto, para finalidades para o qual não foi criado. Prevendo um ano de possível estiagem para 2018, o plano emergencial para aumentar a captação no Rio Batalha, ao custo de R$ 30 milhões, sairia do FTE. As justificativas do prefeito Gazzetta e do presidente do DAE, engenheiro Eric Fabris, são: 1) Os recursos estão garantidos pelo governo federal. 2) Dos R$ 170 milhões existentes no FTE, seriam necessários R$ 100 milhões para conclusão da ETE, restando um saldo de R$ 70 milhões. 3) Ao saldo de R$ 170milhoes são adicionados mensalmente R$ 3,4milhões (R$ 2 milhões de arrecadação e R$ 1,4milhões de rendimentos). Alega ainda o prefeito que o Plano Diretor de Água prevê a construção de um segundo sistema de captação no Batalha. Algumas considerações sobre tudo isso: a) Qualquer instituição minimamente organizada normalmente dispõe em seu orçamento anual um campo destinado a investimentos, já prevendo possível alteração climática e aumento de demanda. Que é o caso atual. A utilização dos recursos do FTE para os fins propostos tem nome - desvios dos fins para os quais foram originalmente criados. b) O Plano Diretor de Água recomendou como prioridade zero a redução das perdas de água tratada dos atuais 50% para valores aceitáveis de 15% a 20%. Seria essa uma providência mais racional e inteligente a pôr em prática? c) E, finalmente, se o FTE tem recursos de sobra para realizar seu objetivo primeiro, seria acertadíssimo extinguir imediatamente sua cobrança na conta de água, e assim aliviar a sofrida população Bauru que já paga tantos tributos, taxas, contribuições etc para o Município, Estado e União.

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