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| Rompimento sequencial de adutora em trecho da da avenida Comendador José da Silva Martha deixou imóveis sem água |
Bauru poderá ter uma solução contra rompimentos de adutora que, nesse domingo (26) e nesse sábado (25), deixaram imóveis sem água, mas só mesmo em 2018. Até lá, o desafio é minimizar o problema.
O final de semana foi de transtorno para moradores da zona Sul e região Central que sofreram com o desabastecimento devido ao rompimento sequencial. A tubulação fica na avenida Comendador José da Silva Martha e conduz a água da Estação de Tratamento de Água (ETA) para o reservatório da Praça Portugal.
Conforme o JC noticiou, o rompimento da sexta foi consertado às 18h do último sábado (25) e a previsão para normalização do serviço era domingo de manhã. Mas isso não aconteceu: a tubulação voltou a romper em outro trecho, também na quadra 34 da avenida. O segundo reparo foi concluído por volta das 21h30 desse domingo (26) e a previsão era de que o abastecimento se normalizasse até o início da manhã desta segunda-feira (27).
LONGE
Neste ano, esta mesma tubulação se rompeu por, ao menos, quatro vezes em alguns trechos diferentes.
Os rompimentos, inclusive sequenciais, ocorrem, segundo o presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) Eric Fabris, porque a adutora possui mais de 50 anos e é feita de fibrocimento, material considerado frágil, diante da atual pressão da rede.
A troca pela tubulação de ferro dúctil tem sido realizada pelo DAE, mas só nos trechos em que há rupturas e quando essas situações acontecem.
"E, quando mexemos, uma tensão é criada na região toda ali, o que pode gerar um novo rompimento da tubulação. No caso de ontem [sábado-25], a infiltração da chuva no solo ajudou a piorar o problema", explica.
Há dois meses, o DAE finalizou um levantamento sobre a metragem de tubos da adutora que ainda falta ser substituída. A intenção é realizar uma licitação e tentar resolver de vez o problema.
"Colocamos toda a verba no plano de contingência, anunciado nos últimos dias. Agora, vamos precisar reavaliar e ver o que dá para fazer. Acredito que dê para encaixar no orçamento do ano que vem, mas seria algo para o segundo semestre", explica Fabris, que calcula a obra toda no valor aproximado de R$ 1,5 milhão.
Ele elenca, no entanto, como mais urgente que a troca da tubulação, a substituição do registro da adutora em questão na ETA. "Ele está velho e não fecha direito, isso tem prejudicado os nossos trabalhos. Tentaremos trocá-lo num prazo menor", cita Fabris. A peça custa cerca de R$ 30 mil.
O reservatório da Praça Portugal abastece uma região com aproximadamente 42 mil imóveis, nos bairros Altos e Centro da Cidade, Jardim Estoril, Jardim América, Aeroporto e região do Bauru Shopping.
