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Solução contra rompimentos de adutora é pretendida para 2018

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Prefeitura Municipal/Divulgação
Rompimento sequencial de adutora em trecho da da avenida Comendador José da Silva Martha deixou imóveis sem água

Bauru poderá ter uma solução contra rompimentos de adutora que, nesse domingo (26) e nesse sábado (25), deixaram imóveis sem água, mas só mesmo em 2018. Até lá, o desafio é minimizar o problema.

O final de semana foi de transtorno para moradores da zona Sul e região Central que sofreram com o desabastecimento devido ao rompimento sequencial. A tubulação fica na avenida Comendador José da Silva Martha e conduz a água da Estação de Tratamento de Água (ETA) para o reservatório da Praça Portugal.

Conforme o JC noticiou, o rompimento da sexta foi consertado às 18h do último sábado (25) e a previsão para normalização do serviço era domingo de manhã. Mas isso não aconteceu: a tubulação voltou a romper em outro trecho, também na quadra 34 da avenida. O segundo reparo foi concluído por volta das 21h30 desse domingo (26) e a previsão era de que o abastecimento se normalizasse até o início da manhã desta segunda-feira (27).

LONGE

Neste ano, esta mesma tubulação se rompeu por, ao menos, quatro vezes em alguns trechos diferentes.

Os rompimentos, inclusive sequenciais, ocorrem, segundo o presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) Eric Fabris, porque a adutora possui mais de 50 anos e é feita de fibrocimento, material considerado frágil, diante da atual pressão da rede.

A troca pela tubulação de ferro dúctil tem sido realizada pelo DAE, mas só nos trechos em que há rupturas e quando essas situações acontecem.

"E, quando mexemos, uma tensão é criada na região toda ali, o que pode gerar um novo rompimento da tubulação. No caso de ontem [sábado-25], a infiltração da chuva no solo ajudou  a piorar o problema", explica. 

Há dois meses, o DAE finalizou um levantamento sobre a metragem de tubos da adutora que ainda falta ser substituída. A intenção é realizar uma licitação e tentar resolver de vez o problema. 

"Colocamos toda a verba no plano de contingência, anunciado nos últimos dias. Agora, vamos precisar reavaliar e ver o que dá para fazer. Acredito que dê para encaixar no orçamento do ano que vem, mas seria algo para o segundo semestre", explica Fabris, que calcula a obra toda no valor aproximado de R$ 1,5 milhão. 

Ele elenca, no entanto, como mais urgente que a troca da tubulação, a substituição do registro da adutora em questão na ETA. "Ele está velho e não fecha direito, isso tem prejudicado os nossos trabalhos. Tentaremos trocá-lo num prazo menor", cita Fabris. A peça custa cerca de R$ 30 mil.

O reservatório da Praça Portugal abastece uma região com aproximadamente 42 mil imóveis, nos bairros Altos e Centro da Cidade, Jardim Estoril, Jardim América, Aeroporto e região do Bauru Shopping.

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