| DAE/Divulgação |
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| Poço do Beija-Flor foi alvo de vândalos neste mês; DAE quer implantar telemetria, enquanto administração direta colocará câmeras em seus imóveis |
Com número de vigias reduzido, a Prefeitura de Bauru pretende licitar, em 2018, a contratação de câmeras de videomonitoramento. O objetivo é diminuir o número de ocorrências de dano ao patrimônio, uma vez que prédios públicos municipais são alvos frequentes de vandalismo, depredação e furto, principalmente no período noturno e aos finais de semana e feriados.
Uma Comissão Especial de Segurança Patrimonial foi criada em outubro e teve 30 dias para apresentar um relatório ao prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) e para a chefe de Gabinete, Majô Jandreice. Os secretários Everson Demarchi (Finanças), David Françoso (Administração), José Eduardo Fogolin (Saúde) e Isabel Miziara (Educação) também participaram da assinatura da Resolução 29/2017, que instituiu o grupo de trabalho.
O relatório foi apresentado há poucos dias ao Gabinete do prefeito, setor responsável pela segurança patrimonial da administração direta. São 190 prédios municipais - próprios ou locados - sendo que a Educação tem a maior parte, com 94 imóveis, que abrigam as escolas municipais de educação infantil e fundamental, e outros departamentos da pasta. Em seguida, vez a Saúde, com 51 prédios, ocupados pelas unidades de atenção básica, especializada, e de urgência e emergência, além das repartições.
O prefeito vai apostar na contratação de câmeras. "Neste momento, não temos como contratar mais vigias, por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Investir em sistemas como alarmes também já foi feito no passado e não funciona. O que a gente pretende é abrir uma licitação no ano que vem para contratar uma empresa que vai instalar o sistema de câmeras, começando pelos pontos mais críticos", reitera.
"No caso, a prefeitura não vai comprar as câmeras, mas alugar, e toda a manutenção e eventuais trocas de equipamentos fica sob responsabilidade da empresa. Com isso, vamos melhorar muito o monitoramento e esperamos reduzir o índice de vandalismo nos prédios públicos, que infelizmente é elevada", afirma Gazzetta. Na Educação, a prefeitura também
RELATÓRIO
O número de vigias não segue o ritmo da demanda. São 161 profissionais, que trabalham em regime de 12 por 36 horas. E desse total, 53 já reúnem condições de aposentadoria, o que pode aumentar ainda mais o déficit de pessoal. Hoje, a necessidade apontada é de 78 novos vigias. A Comissão Especial teve como presidente o diretor da Divisão de Vigilância da prefeitura, Aloísio Lisboa Ramos.
De acordo com ele, o levantamento aponta a necessidade de mais pessoas trabalhando e reforço no sistema eletrônico de monitoramento. "A Comissão fez o levantamento de todos os pontos, as prioridades, e cotação de preços. Foram apresentadas todas as possibilidades, como a contratação de mais vigias, seja por meio direto ou terceirizado, e de novos sistemas de monitoramento, para que a prefeitura tenha como decidir o que vai ser feito", comenta.
VANDALISMO
Entre janeiro e setembro deste ano, a prefeitura registrou 160 casos de furto, vandalismo e destruição de prédios públicos. Na publicação da Resolução que criou a Comissão Especial, em outubro, o município admite que tem um quadro reduzido de profissionais, e apontou que o gasto mensal com hora extra e adicional noturno de vigias é de R$ 105 mil, em média.
Administração indireta
O estudo realizado pela prefeitura foi apenas para a administração direta. No caso do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Emdurb e Funprev, cada um tem seu próprio esquema de segurança patrimonial. O DAE registrou vários casos de vandalismo neste ano, principalmente em poços. A autarquia conta com 33 unidades de produção, que são os poços profundos, e 58 unidades de reservação, e dois boosters (espécie de estação elevatória, para o bombeamento de água). Segundo a assessoria de imprensa do DAE, está em estudo a contratação de projeto de monitoramento com transmissão via rádio (telemetria), com informação em tempo real de todas as unidades de produção e reservação, com custo de cerca de R$ 4 milhões. Por enquanto, a vigilância é feita pelos profissionais da autarquia, em sistema de rodízio, e com o apoio da Polícia Militar (PM).
O DAE tem ainda 5 estações elevatórias de esgoto, que contam com monitoramento com sensor de presença, ligado a uma central que comunica em caso de possíveis invasões. Ao todo, são 22 vigias na autarquia, que fazem o monitoramento em esquema de rodízio, e também de forma fixa na sede do DAE, centro de manutenção, na Estação de Tratamento de Água (ETA), almoxarifado central, e nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) Candeia e Tibiriçá.
Já a Emdurb tem 20 vigias, sendo que oito atuam no aeródromo (Aeroclube de Bauru), quatro no Terminal Rodoviário, quatro no antigo aterro sanitário e quatro na fábrica de placas e equipamentos de trânsito, no Distrito Industrial III. Por fim, a Funprev tem situação mais tranquila, pois o único imóvel é o da sede da fundação previdenciária.
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Videomonitoramento nas ruas
A instalação de câmeras em imóveis da prefeitura não tem relação com outro projeto, o do videomonitoramento dos principais pontos da cidade. Serão dez câmeras em pontos considerados prioritários pela Polícia Militar (PM), com monitoramento no Copom. O deputado federal Capitão Augusto (PR-SP) liberou emenda de R$ 300 mil para a aquisição de equipamentos, que chegará a R$ 1,5 milhão, com o Estado e o município pagando o restante do valor.
