Tribuna do Leitor

Manual do político no Brasil

Maurício J. Magnani
| Tempo de leitura: 3 min

Muitos se perguntam às vezes como poderiam se tornar políticos de sucesso em nosso país. Resolvi aqui em poucas linhas resumir algumas regras que devem ser cumpridas a risca para se dar bem nessa carreira profissional (apesar de não ser político, não integrar nenhum partido e não comungar com esses tipos de condutas). Comece sempre por "baixo" em pequenos partidos, que tenham boas coligações. Nesses partidos as regras são mais brandas e, dependendo das coligações, você conseguirá um bom destaque na política.

Quando surgirem as oportunidades de "ganhar uma grana fácil", tenha sempre em mente que jamais deverá fazer isso em benefício próprio. O partido está em primeiro lugar. Dinheiro de propinas ou desvios deve ser direcionado a cúpula do partido que se encarregará de fazer a divisão (nem sempre justa, mas segura). Sempre vai sobrar uma boa grana ao "autor" da arrecadação. Nem os grandes "tubarões" da política se atrevem a ficar com esse tipo de grana de forma direta (vide exemplos: Sérgio Cabral e Eduardo Cunha, dentre outros). Quanto mais arrecadação você conseguir, mais destaque terá e pontuação para ascendência no partido. É como num jogo de computador, por níveis. Evoluindo, partidos maiores já irão procurá-lo. Pense sempre em primeiro lugar nas vantagens a serem oferecidas ao "partido".

Se uma Lei vai favorecer o partido de alguma forma, é hora de votar por sua aprovação, não importa a quem possa interessar. Se o partido adversário propõe uma boa Lei que promoverá o mesmo perante aos eleitores, vote contra! Você está numa guerra e deve lutar. Futuramente, de uma "maquiada" na idéia e proponha uma nova Lei agora em seu favor e ao de seu partido. Lembre-se: o povo pouco importa mas, algumas vezes deve receber algumas "migalhas" para não ficar com "fome" e assim, se sentir atendido. Deixe a ética e moral de lado, isso é para "fracos", entenda que nem padres e pastores fazem uso disso (são raríssimos os casos). Incentive a procriação da classe menos favorecida, afinal de contas, são eleitores em potencial.

Na atualidade, só negocie em um local totalmente privado, como uma "sauna à vapor", por exemplo e... sempre com todos os integrantes totalmente nús. Nunca receba valores diretamente em suas mãos ou contas (para isso, já partiremos para as dicas de: "Como receber propinas na atualidade" e "Tecnologia e Segurança Eletrônica, como burlar." - já se tratam de cursos mais complexos e "pagos" tendo em vista que tenho recebido muitos políticos a fim de participar dessas aulas). Seja ganancioso, mas seja esperto (vide, por exemplo: Lula, nosso ex-presidente - esse, um bagre ensaboado invejável!). Agora devem estar me perguntando: porque sempre o "partido" em primeiro lugar?! Simples... é como uma "seguradora"! Logicamente, quanto maior, mais seguro.

As coligações funcionam mais ou menos como um consórcio de seguradoras. São os pequenos "ladrõezinhos" querendo o sucesso no início de carreira. Fazer parte de um grande partido torna-o praticamente intocável desde que siga a regra principal: o partido em primeiro lugar. Vide nosso atual presidente, por exemplo. Também podemos citar um outro, um senador de um grande partido que escapou até da decisão de afastamento tomada pelo STF. Isso, graças a "Organização Mor", a gloriosa "Câmara do Deputados Federais". E se pensarmos bem, como são nomeados os Ministros do STF? Ora, pelos "Grandes Partidos"! São "apadrinhados" e, portanto também devem seguir muitas regras. Os que se atrevem a contrariá-las não deveriam embarcar em aviões. É muito perigoso! Então podemos dizer: Não existe um "indivíduo" político e sim um "grupo" político. Os que se atrevem a ser "solitários", ouvir a voz da razão e do povo, agir de forma ética e moral corretamente, coitados... fadados ao fracasso rapidamente!

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