Caracas - Militares venezuelanos prenderam ontem por suposta corrupção o ex-presidente da petroleira estatal PDVSA Eulogio del Pino e o ex-ministro de Petróleo Nelson Martínez. Ambos já haviam sido destituídos de seus cargos no último fim de semana.
Engenheiro, Del Pino é acusado de participar de um esquema de corrupção de US$ 500 milhões na joint venture da PDVSA com a Petrozamora. Martínez teria autorizado, sem consentimento do governo, um acordo de refinanciamento para a Citgo, subsidiária da petroleira nos EUA, afirmou o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab.
As prisões desta quinta-feira (30) são o último desdobramento de uma investigação que, nos últimos meses, levou à cadeia 65 executivos da empresa estatal.
Na semana passada, as autoridades venezuelanas prenderam o presidente e cinco vices da PDVSA por "roubo descarado", nas palavras de Maduro.
Agora, as atenções se voltam para Rafael Ramírez, embaixador venezuelano na ONU destituído na quarta-feira (29) pelo ditador Nicolás Maduro e chamado de volta a Caracas.
Ramirez fora enviado por Maduro ao posto nas Nações Unidas em 2014, afastando-o de sua forte atuação no setor de petróleo no país.
O novo ministro de Petróleo e presidente da PDVSA, general Manuel Quevedo, denunciou uma "sabotagem da produção" no país e ameaçou deixar de vender petróleo para os EUA - possibilidade que analistas consideram pouco provável.