Regional

Diretor de OS se apresenta na sede do Gaeco em Campinas

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 1 min

Diretor da Organização Social Vitale Saúde de Bariri (56 quilômetros de Bauru) que teve a prisão temporária decretada em investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sobre desvios na saúde, mas não foi encontrado em seu endereço na cidade, apresentou-se na quinta-feira (30) na sede do Gaeco de Campinas. Além dele, outra dirigente da entidade está presa.

Conforme divulgado pelo JC, a Operação "Ouro Verde", deflagrada anteontem pelo Gaeco de Campinas, teve origem a partir de irregularidades no Hospital Ouro Verde, que fica naquela cidade e é administrado pela OS de Bariri.

Segundo o Ministério Público (MP), grupo por trás da Vitale Saúde estaria utilizando a entidade sem fins lucrativos para obter vantagem patrimonial indevida por meio do "desvio sistemático de recursos públicos da área da saúde".

No total, 33 mandados de busca e seis de prisão foram cumpridos em oito municípios paulistas. Em Bariri, Aparecida de Fátima Bertoncello, que foi provedora da Santa Casa local e, atualmente, era a responsável pela OS, foi presa.

Ronaldo Foloni, diretor da entidade no Hospital Ouro Verde de Campinas e considerado pelo MP o operador do grupo, também teve prisão decretada. Ele não foi encontrado em Bariri, mas apresentou-se na sede do Gaeco de Campinas.

No escritório da Vitale Saúde na Santa Casa, promotores e PM apreenderam documentos, computadores e celulares. O MP estima que R$ 4 milhões foram desviados apenas do Hospital Ouro Verde e apura se desvios ocorreram em outras cidades com hospitais gerenciados pela OS, incluindo Bariri.

Anteontem, a Vitale Saúde declarou que enviaria nota ao JC por meio de seu advogado, o que não ocorreu até o fim da noite. Nessa sexta-feira (1), a reportagem voltou a procurar a entidade, mas nenhum responsável foi encontrado.

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