| Prefeitura de Botucatu/Divulgação |
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| No lançamento da Patrulha Maria da Penha, autoridades divulgaram mapa da violência doméstica em Botucatu |
Um homem de 30 anos teve prisão preventiva decretada a pedido da Polícia Civil de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) após uma sequência de agressões à esposa. Na última ocorrência, ela levou um soco na boca, foi ameaçada de morte e buscou ajuda na delegacia. O detalhe que chama atenção é que a mulher trabalha atendendo diariamente vítimas de violência doméstica. Em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), nessa sexta-feira (8), a Guarda Civil Municipal (GCM) lançou a "Patrulha Maria da Penha" com o objetivo de tentar coibir estes crimes.
A reportagem irá preservar a identidade da mulher, de 25 anos, para evitar constrangimentos a ela. Após ser agredida por meses, na última quarta-feira (6), ela decidiu procurar a polícia. Momentos antes, havia apanhado novamente do companheiro e levado soco na boca por causa de ciúmes.
Na delegacia, a vítima contou que se relaciona com o autor há cerca de dois anos e que, com o passar do tempo, ele se tornou violento. Ela diz que nunca contou nada à ninguém porque ele a ameaçava de morte. Segundo a mulher, as agressões variavam de puxões de cabelo a socos e chutes.
Em determinada ocasião, o marido teria batido a boca dela contra o painel de um carro. Além de violência física, ela relatou sofrer com frequência violências verbais e psicológicas. O acusado pelas agressões foi preso em flagrante por violência doméstica após seguir a esposa até a delegacia.
Na quinta-feira (7), na audiência de custódia, ele teve a prisão preventiva decretada e foi levado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. A vítima solicitou à Justiça medidas protetivas. O JC apurou que, na sua profissão, a mulher atende todos os dias vítimas de violência doméstica.
PATRULHA
Em Botucatu, a GCM lançou nessa sexta-feira (8) a "Patrulha Maria da Penha" para garantir maior efetividade às medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha. A Patrulha atenderá vítimas de violência doméstica que solicitam essas medidas com o objetivo de coibir o aumento das ocorrências.
Depois que a mulher registrar boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o caso será repassado à equipe e dois guardas civis farão entrevistas com a vítima e programarão rondas constantes próximas à residência, trabalho e locais mais frequentados pela pessoa atendida.
Apenas neste ano, a GCM atendeu mais de 1.300 ocorrências de mediação de conflito, que envolvem violência doméstica, e prendeu 33 pessoas pela Lei Maria da Penha.
