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Justiça aceita denúncia contra investigados de OS de Bariri


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A Justiça aceitou denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra seis pessoas, entre eles dois membros da Organização Social Vitale Saúde de Bariri (56 quilômetros de Bauru), pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, falsidade ideológica e peculato.

De acordo com o Ministério Público (MP), os denunciados agiram para burlar o chamamento público que resultou na escolha da Vitale para a gestão do Hospital Ouro Verde, em Campinas. Eles estavam presos temporariamente, mas tiveram as prisões preventivas decretadas.

Por meio de monitoramento telefônico e de e-mails, o Gaeco apurou que pessoas por trás da Vitale, "que não se resumem àquelas constantes formalmente dos seus quadros diretivos", usaram a entidade para desviar dinheiro público e obter vantagens patrimoniais indevidas.

Segundo os promotores, três dos denunciados, que não estavam formalmente vinculadas à Vitale, eram responsáveis de fato pela entidade e remunerados com base em contratos para a oferta de serviços de consultoria à organização social, que não eram de fato prestados.

Já Aparecida de Fátima Bertoncello e Ronaldo Foloni, respectivamente presidente e diretor-geral da Vitale, que são de Bariri e estão presos desde 30 de novembro, não teriam autonomia para tomar decisões sobre os rumos da OS. A reportagem entrou em contato com os advogados dos dois, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.

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