Tribuna do Leitor

2017 Trem bala

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 1 min

Quanto a 2018, se pararmos para refletir, na verdade nem precisaria, bastaria olharmos ao nosso redor para ver que o vindouro não promete nada, absolutamente nada de novo no fronte.

Tirando as festas e os exageros cometidos nelas (como forma de extravasar), com as comilanças e os porres somados ao consumismo desenfreado e um ano politicamente sem opções, sobrar-nos-ia as festividades do rei momo, ou talvez algo mais forte até, principalmente em ano de Copa do Mundo (que se fará na Rússia), onde não fosse o futebol, coisa tão imprevisível, já poderíamos apostar todas as nossas fichas de felicidade nesse.

Mas não pode ser apenas isso, mais um Natal, mais um Réveillon, mais um carnaval, mais um campeonato conquistado. Tem que haver algo mais importante e de maior consistência.

Aí, é que talvez entrasse nossa mudança e a quebra de antigos paradigmas, não esperar sempre do futuro, exatamente viver o presente, e o presente que são nossas vidas, que todos sabemos quando começa, mas não quando se acaba.

Então, não esperemos pelo Natal ou pelo carnaval, muitos e muitos de nós não chegaremos a "comer as tradicionais castanhas" (mais um costume importado dos países de clima frio, onde comê-las faria mais sentido por óbvias questões).

Celebremos a vida e façamos isso hoje, agora em tempo (certo) de se viver.

Que a vida é trem bala, parceiro. E a gente é só passageiro prestes a partir. (Ana Vilela). Feliz vida para todos nós.

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