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380 presos de Bauru fazem prova do Enem


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O mês de dezembro marca, além do final do ano, a possibilidade de uma virada por meio da educação para pessoas presas. Nessa terça-feira (12) e nesta quarta-feira (13), reeducandos de todo o Estado fazem o Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL). Já nos dias 19 e 20, é vez de prestarem o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

Só nas unidades de Bauru, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), são 380 presos prestando o Enem: 95 do CDP, 135 do CPP1 e 150 do CPP2. Já para o Encceja, são 718: 170 do CDP, 241 do CPP1 e 307 do CPP2.

Se for levada em conta toda a região, 2.689 pessoas presas farão o Enem e 5.201, o Encceja. Em todo o Estado, 33.006 presos fazem nas provas.

Tanto o Enem PPL quanto o Encceja são realizados pelo Inep. São exigidos os mesmos conteúdos do exame feito para as pessoas em liberdade. A diferença é o local da aplicação da prova, que, neste caso, é realizada nas unidades prisionais e socioeducativas indicadas pelos respectivos órgãos de administração prisional de cada unidade federativa.

Diferente de anos anteriores, o Enem não pode ser mais utilizado como certificação de conclusão do Ensino Médio. Esse papel voltou a ser exercido pelo Encceja, que prevê a certificação no nível de conclusão do Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Para a preparação deste ano, a maioria das unidades prisionais participantes têm grupos de estudo coordenados por monitores da Funap e por professores das escolas vinculadas - desde 2013, o ensino nos presídios é oferecido por professores da rede pública, através de parceria com a Secretaria de Estado da Educação. Atualmente, mais de 35 mil presos estudam entre o ensino formal e não formal em todo o Estado.

 

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