Geral

Samba dá adeus a Guto do Banjo

Bruno Freitas e Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Casa de Bamba/Facebook/Reprodução
Guto do Banjo durante entrevista ao programa bauruense Casa de Bamba, via Facebook
Arquivo pessoal
Cavaquinho, pandeiro e muitos outros instrumentos marcaram carreira do também compositor
Samantha Ciuffa
Luiz Toledo era parceiro de Guto em banda: tristeza no samba
Arquivo pessoal
Guto do Banjo deixa legado de décadas dedicado ao samba 

O samba bauruense amanheceu triste nessa terça-feira (19). Antônio Augusto da Cruz, conhecido como Guto do Banjo, um dos maiores sambistas e compositores da cidade, morreu, no final da noite da última segunda-feira (18), aos 56 anos. Segundo a família, Guto não tinha problemas aparentes de saúde, mas sucumbiu a uma insuficiência respiratória enquanto dormia em sua casa, na Vila Cardia.

Bauruense e amante do samba, ele começou a carreira ainda jovem no bar do pai, Orlando Cruz, o Landão, já falecido. Autodidata, tocava banjo, cavaco, violão, pandeiro, entre outros, e se apresentava cidade afora. 

"Ele compôs, junto com o Lé do Rasi, o samba enredo de 2018 da Mocidade (Unida da Vila Falcão), do bloco Os Farofeiros e da Coroa Imperial", lembra o amigo e parceiro de banda Luiz Toledo.

"O surdo toca mais baixo, o samba bauruense está de luto, perdemos um grande amigo e músico", acrescenta.

Guto era integrante do grupo Santo Samba, formado há quatro anos. "Tocávamos juntos na banda e nos conhecíamos há mais de 20 anos. Ele era um cara muito querido, um sambista sem igual. Vai fazer falta", lamenta José Cassemiro, percussionista do grupo.

Nos últimos dois anos, Guto do Banjo mergulhou na profissão de luthier e iniciou a produção artesanal de pandeiros. Chegou a comercializar para clientes no Guarujá e até na Alemanha.

Nas redes sociais, amigos, músicos, escolas e blocos de samba prestaram condolências.

"Foi morar com Deus um dos maiores incentivadores do Samba em Bauru", publicou o bloco Pé de Varsa.

A Mocidade Unida da Vila Falcão também lamentou a morte, assim como a Acadêmicos Cartola, que postou em sua página "Somos gratos por todo o trabalho dele no samba Bauruense e principalmente pelos sambas da Cartola nos quais participou".

ALÉM DA MÚSICA

Além do legado na música, Guto conciliava a vida com uma outra paixão, o aeromodelismo. Foi um dos precursores das fotografias aéreas em Bauru, com uso de drone, inclusive com imagens publicadas pelo JC.

Ele deixa a mãe, Diva Cruz e dois filhos, Gustavo e Matheus. 

SERVIÇO

O velório acontece na Funerária Reunidas. O sepultamento está previsto para esta quarta-feira (20), às 14h, no Cemitério da Saudade, em Bauru.

Comentários

Comentários