Bairros

Emdurb amplia coleta seletiva e irá cobrar mais da prefeitura

Tisa Moraes
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A partir desta sexta-feira (22), praticamente todos os bairros de Bauru passarão a contar com coleta de lixo reciclável. Segundo a Emdurb, apenas regiões com menor densidade populacional, onde estão chácaras, por exemplo, não terão o serviço, que abrangerá quase todas as áreas periféricas da cidade.

Até essa quinta-feira (21), de acordo com a presidência da empresa pública, a coleta seletiva compreendia cerca de 60% do território de Bauru, concentrada especialmente nas regiões centro e sul. A novidade foi revelada com exclusividade para o JC na mesma semana em que a Emdurb irá renovar o contrato com a prefeitura para a execução do serviço, já que o vínculo atual termina no dia 2 de janeiro.

A partir de um novo modelo de contratação, o valor a ser repassado em 2018 será o dobro do pago em 2017, saltando de aproximadamente R$ 1,3 milhão para R$ 2,88 milhões anuais. A formalização deve ser publicada no Diário Oficial do Município desse sábado (23).

Malavolta Jr
Elizeu Eclair e Eduardo Borgo, da Emdurb, mostram mapa da cidade com a divisão por setores

Diretor de limpeza pública da Emdurb, Eduardo Borgo explica que a coleta seletiva continuará sendo feita nos bairros em dias alternados à recolha dos resíduos orgânicos. Mas, com a inclusão de novas áreas, algumas regiões que já eram contempladas podem ter a data da coleta alterada.

Ao todo, a cidade está dividida em 31 setores, sendo 30 atendidos uma vez por semana, com exceção do Centro, onde a coleta dos recicláveis seguirá sendo feita diariamente, de segunda-feira a sábado (veja a lista completa no final). "Hoje, recolhemos cerca de 7 toneladas de lixo reciclável por dia em Bauru, que são encaminhadas às três cooperativas existentes no município. Nossa expectativa, a partir da conscientização da população em fazer a separação, é conseguir ampliar este número", aponta, salientando que pelo menos 100 das 300 toneladas de lixo domiciliar encaminhadas diariamente ao aterro sanitário de Piratininga são compostas de material que poderia ser reciclado.

CONSCIENTIZAÇÃO

Para tentar ampliar a adesão da população, a Emdurb informou que irá distribuir cartilhas com orientações nas novas regiões abrangidas pela coleta seletiva a partir de hoje. A expectativa, contudo, é de mudança lenta de hábitos, o que deve garantir à empresa, ao menos por ora, a manutenção de seu quadro de funcionários atual para a execução do serviço, de sete motoristas e 40 coletores, divididos em sete equipes, que se revezam de manhã à tarde e à noite em seis caminhões.

"Até agora, eles não utilizavam todas as seis horas de jornada para concluir a coleta seletiva nas áreas da cidade até então abrangidas. Temos este fôlego e acredito que será tranquilo em 2018, com a expansão", acrescenta Borgo, salientando que o custo de eventual crescimento da demanda poderá ser revisto em contratos futuros.

Município pagará o dobro pelo serviço

A partir de 3 de janeiro de 2018, a prefeitura irá dobrar o valor pago à Emdurb para a execução do serviço de coleta seletiva na cidade. O contrato em vigor prevê o pagamento de R$ 549,00 por tonelada coletada, totalizando aproximadamente R$ 1,3 milhão no ano.

Em 2018, conforme a Emdurb e a prefeitura adiantaram, o valor será aumentado para R$ 2,88 milhões anuais, mas a partir de um novo modelo de contrato, conforme explica o presidente da empresa pública, Elizeu Eclair. "Até então, pagava-se por tonelada. Agora, como já ocorre em outras cidades, como São Paulo, a Prefeitura de Bauru pagará pelo chamado combo, que é o valor por caminhão, incluindo combustível e manutenção, e custos com funcionários da coleta e motorista", revela.

PESA MENOS

A mudança, segundo ele, se fez necessária porque o lixo reciclável pesa bem menos e é mais volumoso que o orgânico. Mesmo com o valor pago por tonelada já sendo maior que o do lixo domiciliar, ainda assim o montante não cobria os custos da operação para a coleta dos recicláveis, que, de acordo com Eclair, gira em todo de R$ 1,2 mil por tonelada.

Ele conta que cotações de preços realizadas pela prefeitura junto a empresas do ramo apontaram que os valores médios praticados ficavam em torno de R$ 1,6 mil por tonelada recolhida ou, na opção por combo, R$ 43,9 mil por mês por equipe de coleta.

"Ficaria mais caro para a prefeitura continuar pagando por tonelada. Chegaria a algo perto de R$ 4 ou 5 milhões. Então, optamos por este novo modelo, cobrando um valor abaixo do de mercado (o que garante a dispensa de licitação), de R$ 40 mil mensais por equipe, mas que cobre os nossos custos", completa Elizeu Eclair.

LIXO ORGÂNICO

Já prorrogado, o contrato de prestação do serviço de coleta e destinação de lixo orgânico também vence em 2 de janeiro e será novamente dilatado.

Pelo período de seis meses, de maneira provisória, a prefeitura pagará à Emdurb R$ 141,90 por tonelada recolhida, valor abaixo dos R$ 154,85 desembolsados atualmente, até que os trâmites para a assinatura de um novo contrato sejam concluídos.

 

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