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| Presidente da Emdurb, Eclair diz que a única saída é adequar o contrato de serviço e os custos |
O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) prorrogou por seis meses o serviço de coleta domiciliar do lixo orgânico. A prefeitura vai pagar R$ 141,62 a tonelada do lixo coletado. Hoje a Emdurb recebe R$ 154,65/tonelada. A redução foi pressionada pela média abaixo do preço atual, cotado junto a empresas privadas. Nessa sexta-feira (22), a administração informou que o serviço de coleta seletiva de lixo, de outro lado, terá aumento (de setores e de custo à prefeitura).
Com a prorrogação da coleta domiciliar e a renovação do contrato do lixo seletivo, a Emdurb não perderá receita. Nos recicláveis, a empresa municipal terá aumento de receita global de R$ 1,3 milhão para R$ 2,9 milhões ano a partir de janeiro próximo (acréscimo de 1,6 milhão). Na coleta domiciliar, a receita global estimada sai de R$ 13,3 milhões para R$ 12,2 milhões (redução de R$ 1,2 milhão).
Nessa sexta-feira (22) à noite, o prefeito confirmou a assinatura dos termos com a Emdurb. "A Emdurb é obrigada a praticar preço abaixo do mercado, o que garante sua participação nos contratos de forma direta. A média de preços cotado com empresas especializadas do ramo foi de R$ 143,00. O preço Emdurb teve de ser ajustado e ficou em R$ 141,62 a tonelada na coleta orgânica. Na coleta seletiva o custo estava muito defasado e isso foi readequado. Ajustamos os valores e a Emdurb atua para ajustar a gestão de custos em cada um dos setores", anunciou Gazzetta.
O presidente da Emdurb, Elizeu Eclair Teixeira, apresentou os custos da coleta orgânica. A tarefa mais difícil está na conversação com o Sindicato dos Servidores. "Nós abrimos os dados. Não tem segredo nenhum. É preço de serviço público. O coletor hoje atua por seis horas, para contrato de 8 horas como é praticado pelo mercado. Isso gera hora extra mensal média de R$ 55 mil. O custo final fica em R$ 181,33 a tonelada porque há, ainda, incidência de 70 km de transporte adicional para o aterro de Piratininga, ida e volta, e pedágio, que antes não existiam. Essa logística também exige 1 motorista a mais por viagem dependendo do setor e do caminhão. Só temos um caminhão trucado (14 toneladas). A frota de 21 caminhões é antiga, com mais 5 locados. Além disso, a equipe só atuava por tarefa e com quatro coletores por caminhão. O setor privado atua com 3 na equipe", elenca.
AJUSTE
A presidência da Emdurb aponta que a readequação é a única forma de manter o contrato com a Prefeitura. "O contrato de 8 horas diárias, com 3 coletores por equipe e a distribuição de trabalho por turno completo (sem tarefa) torna o preço Emdurb competitivo. Com essas medidas o preço final Emdurb, mesmo sem investimento, fica em R$ 150,00 a tonelada. O ajuste do contrato da coleta seletiva e a gestão no orgânico equilibram a conta. O contrário é o prefeito ser obrigado a contratar com empresa privada", argumenta Eclair.
Nessa sexta-feira (22) à tarde, o Sindicato dos Trabalhadores em transporte (Sindtran) aprovou em assembleia a adequação da jornada semanal do motorista em 44 horas. Na Emdurb, os setores de capinação e varrição já cumprem esta jornada. Na coleta, porém, os motoristas praticavam jornada de 36 horas semanais, ou 6 horas/dia, em razão de acordo coletivo firmado com a gestão anterior. O Sindicato dos Servidores, que atua em relação aos coletores, contesta as medidas.
A coleta orgânica está distribuída em 56 setores, com serviços seis dias por semana. No Centro, o serviço acontece todo dia. São 15 equipes de manhã, três a tarde e 10 à noite. São 135 coletores. A prorrogação é por seis meses. Nesse período, o prefeito quer discutir modelo de transferência de serviços, da coleta, varrição, capinação, poda e destinação final dos resíduos. Audiências públicas serão realizadas para discutir proposta de concessão, ou parceria-público-privada.
