| Fotos: Malavolta Jr |
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| André Alves mantém as finanças sob controle: “Faço compras à vista e muita pesquisa de preço” |
| Paula de Oliveira, mãe de dois: “Nunca desperdiço materiais escolares que podem ser reaproveitados” |
A cada fim de ano e início de um novo, as contas se acumulam e colocam à prova a capacidade de planejamento financeiro das famílias. Nesta época, as despesas extras com presentes, confraternizações e viagens somam-se às obrigações típicas de janeiro, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e a aquisição de material escolar dos filhos, que podem desequilibrar o orçamento de quem não tiver disciplina.
"A primeira orientação é procurar terminar o ano com as contas em dia, colocando tudo na ponta do lápis e gastando somente o que se ganha. A última parcela do 13.º salário foi paga recentemente aos trabalhadores, então, com algum dinheiro na mão, ainda dá tempo de se programar", ensina o economista Mauro Gallo.
Não apenas para este fim de ano, mas também para o início de 2018, ele recomenda o diálogo constante com os filhos sobre as reais condições orçamentárias da família. Assim, fazer os pequenos entender que não será possível comprar o presente mais caro ou a mochila escolar da moda fica mais fácil. "Além de ser uma prática que contribui para a saúde financeira da família, também ajuda na educação das crianças, que vão se tornar adultos mais responsáveis com o próprio dinheiro. É claro que todo pai quer dar do bom e do melhor, mas ensinar que existem limites é fundamental neste processo", pontua.
É com esta tranquilidade que o vigia André Alves, 41 anos, conduz as suas finanças dentro de casa. Com a ajuda da esposa e a compreensão do filho único, ele conta que consegue fazer as contas caberem dentro do mês sem grandes percalços.
"Tentamos sempre fazer compras à vista, para não perder o controle, e fazer muita pesquisa de preço. Quando dá uma apertada, cortamos os gastos daquilo que não é essencial e, se não der para comprar algo que alguém esteja querendo naquele momento, deixamos para depois", revela.
ESTRATÉGIAS
Mas, para quem está endividado, o economista Mauro Gallo diz que a melhor estratégia é utilizar os recursos extras que muitas pessoas receberam no fim deste ano - como o 13.º salário e o FGTS de contas inativas - para quitar os débitos pendentes. Caso esta reserva já tiver sido consumida, saídas mais viáveis são tentar renegociar com o banco, vender um bem que não seja essencial ou optar por empréstimos com juros baixos, como os consignados.
"Esta última é uma opção para quem entrou no cheque especial ou no rotativo do cartão de crédito, que tem juros muito elevados. Se a dívida não for tão alta, a pessoa pode vender uma TV, caso tiver outra em casa, ou outro bem em desuso, como um instrumento musical, por exemplo. Ajuda a remediar a situação", observa.
Na hora de economizar na compra dos materiais, pais com filhos em idade escolar devem evitar levar as crianças às compras ou, então, como estratégia para conter excessos, fazê-las entender sobre as limitações financeiras da família antes de sair de casa.
É um ensinamento seguido à risca pela a faxineira Paula Renata Souza de Oliveira, 45 anos, mãe de dois filhos de 17 e 6 anos. "Nunca desperdiço materiais que podem ser reaproveitados no ano seguinte, até caderno, se der. E mochila, por exemplo, só troco quando estraga. E eles entendem bem".
Outra dica é realizar compras coletivas com outros pais, segundo Mauro Gallo. "Esta união ajuda a conseguir preços melhores em muitas lojas, inclusive em atacados", observa.
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IPVA e IPTU
O contribuinte que pagar o IPVA à vista em janeiro recebe desconto de 3% sobre o imposto. E este é o conselho do economista Mauro Gallo sobre a forma mais viável de pagamento. "Porém, para quem está com a situação financeira comprometida, a solução para evitar o endividamento é o parcelamento", ensina, lembrando que o tributo pode ser quitado em até três parcelas, de janeiro a março.
Já o IPTU garante uma folga de alguns meses ao orçamento, porque começa a ser cobrado somente em abril. A medida será adotada pelo sétimo ano consecutivo pela prefeitura, como forma de reduzir os índices de inadimplência. Assim como ocorre com o IPVA, o IPTU pode ser parcelado, mas há oferta de desconto se quitado à vista.
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