| Malavolta Jr. |
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| Manifestantes marcharam pelo Calçadão com faixas de protesto |
Integrantes da União Nacional Camponesa (UNC) voltaram a se manifestar, nessa terça-feira (26), para reivindicar agilidade e transparência no processo de venda da Fazenda Santo Antônio, que integra o Complexo Industrial Frigorífico Mondelli. Na última sexta-feira (22), o movimento bloqueou os dois sentidos da rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga, e, na manhã desta quarta-feira (27), promete protestar em frente à sede do Ministério Público Federal de Bauru para pedir o apoio do órgão.
Nessa terça-feira (26), empunhando cartazes e bandeiras, eles percorreram o Calçadão da Batista de Carvalho, no Centro, e entregaram panfletos para informar a população sobre os motivos da mobilização. Dirigente nacional da UNC, Marcos Amad reclama de morosidade por parte da Justiça para a conclusão do leilão da fazenda, alegando que o Incra tem interesse em arrematar as terras para destiná-las à reforma agrária.
"O Incra fez uma proposta no valor de R$ 27,8 milhões, com pagamento à vista. Só que o Judiciário não acatou e está negociando (com um produtor rural de Limeira) o pagamento de R$ 33 milhões parcelado em cinco anos, o que lesa fornecedores e ex-funcionários que têm dinheiro a receber do Mondelli", critica.
Em nota enviada na semana passada ao Jornal da Cidade, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que não se manifesta sobre protestos que envolvam demandas jurisdicionais. "Se há críticas sobre isso, a parte que se sente prejudicada tem os meios legais para acionar o Judiciário", declarou.
Já o Incra, também em nota, confirmou ter interesse em participar do leilão. "Estamos finalizando trâmites administrativos para estabelecer o valor a ser oferecido. Aguardamos uma definição do Judiciário a respeito do leilão do imóvel", declarou.
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