| Malavolta Jr. |
| O casal Maurici Lellis e Renata com o pequeno Miguel; a mãe colocou o nome no filho para homenagear o irmão que morreu |
Citado cinco vezes na Bíblia como um arcanjo e considerado símbolo de humildade diante de Deus, Miguel lidera a lista dos nomes mais registrados em Bauru e região em 2017, conforme levantamento divulgado pelos cartórios. Somente neste ano, 232 recém-nascidos - em um total de 51 cidades - receberam o nome de origem hebraica. Na sequência aparece Alice, o primeiro nome feminino na listagem, com 184 registros (veja lista completa na ilustração no final).
Na Paróquia São João Batista e Nossa Senhora de Lourdes, por exemplo, seis bebês foram batizados com o nome Miguel somente em 2017 e o fato chamou a atenção. Um deles é o segundo filho de Cicera Renata do Sacramento Guerra Lellis, 28 anos, que nasceu em 11 de janeiro deste ano. O nome rende homenagens a um dos irmãos da dona de casa, que se chamava Miguel e morreu quando ela era criança.
"Sempre gostei desse nome, mas a primeira vez que fiquei grávida foi de uma menina, a Maitê, que hoje tem dois anos. Porém, eu desejava homenagear meu irmão e encontrei uma forma de fazer isso quando engravidei de um menino", conta Renata, que, até então, não imaginava que Miguel era um nome tão popular. "Eu não me importo com isso. A minha família ficou muito feliz pela nossa escolha", rebate.
ALICE
| Malavolta Jr. |
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| Foi a pequena Melissa (à esq.) que incentivou a mãe Maith a dar o nome de Alice na irmã |
Na lista geral dos nomes mais escolhidos em 2017, Alice aparece em segundo lugar, mas lidera o ranking feminino. A bibliotecária Maith Martins de Oliveira, 39 anos, até tentou batizar a caçula com uma identidade menos comum, mas a filha mais velha, Melissa (hoje com 5 anos), já havia "determinado como a irmãzinha iria se chamar".
E a escolha não foi por acaso. Melissa faz balé e havia apresentado o espetáculo "Alice No País das Maravilhas" (obra infantil com milhares de fãs no mundo todo) em um evento na mesma época em que a mãe ficou grávida novamente.
"Quando alguém perguntava, ela sempre dizia: 'o nome da minha irmã será Alice no País das Maravilhas'. E não teve como negociar, ela impôs que seria assim", conta Maith, ressaltando que não conhecia outras pessoas que se chamavam Alice, exceto a sua avó materna.
"Se eu soubesse que era tão comum, teria insistido mais para convencer a minha filha a darmos outro nome para a irmã dela. Só descobri que era popular esse ano. Agora, entretanto, já conheço várias 'Alices' em Bauru", brinca, aos risos.
ENZO E VALENTINA?
Neste ano, surgiram vários "memes" nas redes sociais sobre a febre dos nomes Enzo e Valentina.
No ranking masculino de Bauru e região, Enzo aparece na quarta posição, contudo, conjugado com Gabriel: Enzo Gabriel. Já Valentina, no "top 10" feminino, está na sexta colocação.
O RANKING
O novo ranking desenvolvido pela Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen/SP) mapeou um estudo completo sobre os nomes mais registrados no Estado de São Paulo em 2017.
A nova metodologia permitiu a identificação de nomes simples e compostos e a comparação efetiva para se chegar aos nomes mais escolhidos dentre os 12.771 nascimentos registrados na região até o dia 10 de dezembro deste ano.
Nomes tradicionais, ‘da moda’ e aqueles que estão caindo em desuso
O estudo da Arpen possibilitou identificar ainda um ranking estadual considerando-se apenas o primeiro nome, as variações dos nomes mais comuns, além dos menos comuns ou que caíram em desuso nos últimos anos.
Nesta situação, Maria passa a ser o nome mais registrado no Estado, com 24.877 registros de nascimento, seguido por Miguel (15.998), Davi (15.703), Ana (14.584), Arthur (14.539), João (13.577), Alice (11.495), Pedro (11.221), Enzo (10.514), Sophia (9.209) e, por fim, Lorena (8.658).
Nomes considerados "da moda" também aparecem na lista, sendo Enzo uma das situações mais curiosas, já que duas formas quase empatadas dominam o registro de crianças com este nome: Enzo Gabriel (3.957 registros) e Enzo (3.912).
Por fim, os registros de nomes que chegaram a ser comuns em outras épocas e que cada vez mais caem em desuso, como Adolfo, Newton, Sheila, Ivan, Virginia, Terezinha, Edvaldo, Adalberto e Clóvis, com um registro cada.
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