Recentemente entrou em vigor no Brasil a lei de licença-maternidade para pesquisadoras de nível 'stricto sensu' no país. Foi um pequeno avanço, mas já muito útil.
Quem sabe um dia, no Brasil, a pesquisa seja vista realmente como um trabalho. Então, mestrado, doutorado, pós-doc serão tidos como etapas de carreira de verdade.
Os orientadores daí se assumirão como chefes. E haverá uma carga horária diária/semanal específica para os bolsistas cumprirem (não mais, nem menos).
Ah, e eles não receberão mais isso de "bolsas", porém, algo que talvez se chamará de salário mesmo.
Então, um doutorado de 4 ou 5 anos poderá ter um contrato (por esse tempo determinado, sim) com vínculos mais seguros entre o jovem pesquisador e a universidade e, assim, poderá haver a dignidade de ser chamado de emprego.
Ou seja, a licença-maternidade para mulheres pesquisadoras é apenas um começo, é um berço de muitos outros avanços necessários na dignificação dos jovens estudantes 'stricto sensu' do país.
Enfim, quem sabe um dia o nosso país encare a formação e atuação dos seus pesquisadores e cientistas como algo tão importante que até poderá ser visto como a atividade profissional que de fato é.