Tribuna do Leitor

Quem vai resolver?

Wander Cavalcante Garcia - bauruenses de coração e raízes
| Tempo de leitura: 2 min

Não consigo entender o que acontece com o nosso município de Bauru. Não sou bauruense de nascimento, mas minha história tem raízes nesta cidade, pois em janeiro de 1917 meus avós paternos, Nicolás Duarte Garcia e Maria Josepha Muñoz Molina, que nasceram em El Padul, Granada, Espanha, e tinham tentado a sorte na Argentina, mas não se adaptando aquele país, vieram para trabalhar nas lavouras de café da Fazenda Val de Palmas, sendo que aqui nasceram alguns tios e meu pai, Abel Garcia (teve uma famosa lanchonete na avenida Nações Unidas em 1974/75, conhecida como "Murilo Batidas", que, por sinal, casou-se com minha mãe (Abgail Cavalcante Cesário Garcia), que também é bauruense.

Aqui já morei várias vezes, sempre indo e voltando. Tenho cinco filhos, sendo que as duas caçulas e meus cinco netos são bauruenses. O destino nos trouxe e fixamos residência nestas terras. O mínimo que queremos é uma cidade agradável para viver nossas vidas, criar nossas famílias e terminar nossos dias em paz.

Mas vejam a reportagem de ontem do JC, que nos diz: "Entra ano, sai ano e o mesmo problema", que no caso específico são os animais de grande porte, os quais eu também encontrei dois deles hoje (28/12/2017) perambulando pela Alameda Macedônia esquina com a Alameda Brilhante, no Parque Santa Edwiges.

Mas existem outros problemas que continuam na mesma situação, como os buracos que o DAE deixa nas ruas, o lixo que a população insiste em jogar em terrenos baldios, mesmo tendo coleta de lixo regular em suas ruas e casas, a queima de bombas da estação de captação de água e dos poços profundos, os furtos de fios da iluminação pública, entre tantos outros que poderíamos nos alongar enumerando-os.

Assim como outros, ficamos nos perguntando: até quando ficaremos lendo as mesmas reportagens?

Quem será o "Salvador da Pátria" que irá resolver os problemas básicos de Bauru?

Assim como eu a grande maioria dos bauruenses, acreditamos no Nilson, no Tuga, no Rodrigo e agora no Gazzetta, mas a história continua a mesma, infelizmente.

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