Tribuna do Leitor

Que delícia!

Paulo Boccato
| Tempo de leitura: 2 min

Ao mesmo tempo, na mesma edição matinal em que o economista Reinaldo Cafeo publica um artigo muito bem escrito em seu conteúdo - 'Economia em 2017: o fim da recessão', leio na seção dos leitores a carta igualmente muito bem escrita do leitor Marcos Paulo Rezende - 'Cafeo e a ideologia econômica', cujo conteúdo provocativo é de alto nível, no que aguardo ansiosamente a resposta do articulista do JC Economia em sua réplica, até porque, claro!, eu discordo de ambos!

Adianto e admito minha querelância com os dois autores em seus pontos de vista, mas longe desta ser paranóica, persecutória ou de agressividade sistemática, porém sempre com muito respeito...

Discordo do bom economista quanto ao fim da recessão ainda que com suas precisas ponderações no tocante ao restante do que ainda (segundo ele) deve ser feito na medida em que, apenas para lembrar, no ano que vem, sem desprezo por questões mais objetivas, como sempre, o país só "ressuscita" após o carnaval e, de quebra, teremos a Copa do Mundo (inegável, o país para) e uma agenda eleitoral que classicamente paralisa ainda mais Executivo e Legislativo. Diga-se de passagem, hoje já não é lá grandes coisas, isto sem falar em alguma supresa externa sempre possível de ocorrer que venha a abalar a economia internacional...

Coisa simples, tipo uma bombinha nuclear jogada pelo pasteleiro maluco da Coréia do Norte e a respostinha inevitável e mais nuclear ainda de um histriônico Donald Trump. Se ocorrer, a economia mundial colapsa e este país sem poupança interna e reservas comprometidas volta mais ainda à Idade da Pedra.

Já no que toca ao sr. Marcos Paulo Rezende e sua defesa das idéias do aristocrático e intervencionista Keynes, do qual Roosevelt, Hitler, Mussolini e Getúlio abusaram e se lambuzaram, vou de Escola Austríaca (Ludwig Von Mises), Hutt, James Buchanan, Jacques Rueff, entre outros, além do meu preferido, o economista espanhol Juan Ramon Rallo.

Agradeço ao sr. editor pela publicação dos dois conteúdos de valor intelectual em tempos de jornalismo estéril, vocês sabem, Anitta, Pablo Vittar, cultura de laje, etc, etc, etc...

Que venha o bom debate!

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