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| Série: “Big Little Lies” sai na frente em seu segmento com seis indicações; Globo de Ouro serve como prévia de luxo do Oscar |
Em outros tempos, se você não vivia nos EUA, fazia mais sentido prestar atenção às premiações do Globo de Ouro dirigidas ao cinema. Contudo, a proliferação de séries e o acesso permitido pelas plataformas de vídeo sob demanda estão jogando luz nesta singularidade: uma cerimônia que congrega profissionais da telinha e da telona ocorrerá neste domingo (7) à noite.
Junta-se a essa mudança a indicação de obras com teor feminista, em um ano de denúncias contra assediadores, e temos uma premiação mais aberta ao interesse de uma audiência internacional.
Vencedora de cinco estatuetas no Emmy, "Big Little Lies" puxou a maré feminista. O drama sobre mulheres ricas que se deparam com violência doméstica e outras mazelas teve seis indicações: minissérie, atriz coadjuvante (Laura Dern e Shailene Woodley), ator coadjuvante (Alexander Skarsgard) e atriz neste formato (Nicole Kidman e Reese Witherspoon).
Aos mesmo tempo, o favoritismo e as indicações para "The Handmaid's Tale" (série, atriz e atriz coadjuvante) e "The Crown" (série e atriz) dão aquela sensação de, opa, eu vi esse episódio no Emmy.
A diferença neste ano é a inclusão da série "Game of Thrones", que não participou do Emmy porque não havia sido lançada no período delimitado para inscrições.
TELONAS
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| Filme: “A Forma da Água” lidera com sete indicações |
No âmbito dos filmes, o prêmio concedido pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood continua com seu tradicional pendor ao brilho -mesmo que isso signifique sacrificar o cinema.
É o que justifica a indicação de Angelina Jolie pela direção de "First They Killed My Father", filme feito no Camboja que foi descartado na corrida ao Oscar. Também a de "O Rei do Show", que divide a crítica e amealhou três indicações ao Globo de Ouro, incluindo musical ou comédia.
"A Forma da Água", drama fantástico de Guillermo del Toro, e "Lady Bird", comédia indie de Greta Gerwig, devem concentrar algumas das principais estatuetas da noite.
Os prêmios, porém, devem ser ofuscados pelos discursos neste ano, na esteira da onda de assédios e da ausência de mulheres na categoria de direção.
Basta lembrar: "Desrespeito é um convite ao desrespeito; violência gera violência. E, quando os poderosos usam suas posições para amedrontar os outros, todos nós saímos perdendo."
Foi assim que Meryl Streep discursou ao ser premiada pelo conjunto da obra no Globo de Ouro de 2017. A crítica era a Donald Trump, que, dias depois, assumiria a Presidência dos EUA .Um ano depois, Streep volta à cerimônia. O que ela vai dizer dessa vez? A conferir.
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Briga boa em ‘Animação’
Concorrem “Com Amor, Van Gogh”, “O Poderoso Chefinho”, “O Touro Ferdinando” (que tem direção do brasileiro Carlos Saldanha), “The Breadwinner” e o elogiado “Viva: A Vida é uma Festa” (cujo título original é apenas “Coco”).
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