Tribuna do Leitor

Jogada suja

Sidnei Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Querem mesmo fazer uma reforma da Previdência? Não requer um intrincado raciocínio: que se crie um fundo único de Previdência e que todos, sem exceção, mesmo que use toga, farda, terno e gravata, jaleco ou outra indumentária, se aposentem por esse fundo com os mesmos percentuais de perda salarial em relação ao que recebia na ativa. E sem mandraquices para bombar o holerite na reta de chegada.

Autoridade ganhava R$ 80 mil no último holerite? Aposentada, passará a ganhar "apenas" R$ 56 mil. Não vai morrer de inanição por isso. E não me venham com aquela conversa de que estudou muito. Médicos da rede pública estudaram até mais e não têm os mesmos privilégios.

O problema neste País é que quando se fala em reforma da Previdência, está implícito - ou explícito - que é reforma para os aposentados do INSS, principalmente, e para a classe trabalhadora. As castas privilegiadas têm em torno de si um halo de inibição contra mudanças que lhe possam causar qualquer tipo de redução em suas regalias.

Idade mínima de 65 anos para os homens me parece uma tramoia bem urdida para criar uma fatia enorme de desempregados com 62 anos sem conseguir se aposentar.

 

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