Tribuna do Leitor

Vai nomear?

Ataídes Pereira Nogueira
| Tempo de leitura: 2 min

A imprensa tem divulgado muitos absurdos na nomeação de pessoas para cargos na administração pública. Aqueles que chegam ao poder pelo voto da população, sejam prefeitos, governadores de Estado ou presidente da República, têm a incumbência e responsabilidade de indicar pessoas para ocuparem milhares de cargos públicos, que passam à condição de prestadores de serviços à população, uma vez que são pagos pelos impostos recolhidos dos contribuintes.

No âmbito das cidades, são conhecidos como assessores, diretores ou secretários; nos Estados são secretários e, na área federal, são ministros. Além destes, são indicados presidentes e diretores de empresas estatais e autarquias ligadas aos governos. Nas três esferas, são milhares de cargos à disposição dos governantes, utilizados, na maioria dos casos, para atender aos interesses dos partidos e dos políticos, deixando quase sempre de observar critérios de competência, visando conseguir apoio dos parlamentares para aprovação de seus projetos.

Lamentavelmente, temos assistido, até com frequência, a indicação de pessoas desprovidas de competência técnica e administrativa, idoneidade, honestidade e passado isento de qualquer pendência. Corroborando nessa direção, podemos mencionar alguns casos: assessor transportando mala com R$ 500 mil, ministro com R$ 51 milhões em apartamento, secretário de trânsito com 120 pontos na CNH, ministra do Trabalho com dívida trabalhista, ex-ministro da Fazenda preso. Isso é decepcionante!

A meu ver, parlamentares (vereador, deputado e senador) deveriam ser impedidos de ocuparem quaisquer outros cargos públicos, portanto, limitando-se àqueles para os quais foram eleitos. A nomeação de pessoas para ocupar cargo de confiança deveria ser exclusividade do prefeito, governador e presidente, utilizando-se de critérios técnicos, buscando profissionais de alta capacitação nas Universidades e empresas, que comprovadamente possuem plenas condições para desempenharem essas importantes tarefas. Os gestores públicos deveriam se valer de seleções terceirizadas para escolha dos melhores. Assim, os parlamentares ficariam livres e em condições morais para exercerem as atribuições de fiscalizar e cobrar dos responsáveis os resultados eficazes em benefícios da sociedade. 

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