| Fotos: Malavolta Jr. |
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| Tubulação próxima à entrada do bosque surpreendeu pela quantidade de larvas do mosquito em estágio final |
Em meio à preocupação que se alastra em relação à febre amarela, um espaço verde público, na zona sul de Bauru, tem dado mau exemplo à população. Frequentado por famílias inteiras e crianças todos os dias, o Bosque da Comunidade possuía, até a tarde dessa quinta-feira (11), ao menos dois pontos de água acumulada, potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da febre amarela e dengue. Um deles, inclusive, estava lotado com larvas de mosquito em estágio final.
Denunciado por um morador das proximidades, o problema foi confirmado nessa quinta (11) pela reportagem do JC.
A água se acumulava na fonte inativa do bosque, que também estava suja, e em um tubo de concreto, localizado próximo à uma das entradas. Além de lixo, o tubo acumulava água e muitas larvas. "Você faz de tudo em sua casa para minimizar a criação do Aedes, daí vai ao Bosque da Comunidade, um dos lugares mais caros de Bauru, e vê que a Semma está fazendo tudo 'corretamente' para te ajudar", ironiza o representante comercial Eduardo Jacob Neubern, de 53 anos.
Ele denunciou o problema no final da tarde da última quarta-feira (10) em sua página nas redes sociais. "Mandei e-mail com as fotos para a prefeitura e promotoria. Mas voltei lá hoje (quinta-11) e estava tudo do mesmo jeito", acrescenta.
FONTE ATERRADA
Acionada, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) confirmou já ter conhecimento sobre o problema e informou que o funcionário responsável pela manutenção do Bosque da Comunidade foi comunicado da necessidade de limpeza e vistoria geral no local. Por conta da chuva, nessa quinta-feira (11), no entanto, não foi possível realizar o serviço, que ficou para hoje.
A Semma informou ainda que procederá com o aterramento da antiga fonte da unidade (que está inativa há anos), transformando o local em um canteiro com flores.

