| Fotos: Malavolta Jr. |
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| Asfalto já com buracos nas rua José Rodrigues Cordeiro com a rua Rubens Barone Bovoloni |
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| Jerônimo Rodrigues reclama que o asfalto ficou em desnível com a boca do poço de visita (PV) e o buraco permanece há semanas |
s moradores do Jardim Tangarás estão insatisfeitos com a qualidade das obras de pavimentação no bairro. A espera por mais de 15 anos para a pavimentação de ruas de terra gera frustração em razão de buracos no piso, vazamentos na tubulação, desníveis, improvisos na instalação em cruzamento, entupimento de bocas de lobo e necessidade de romper o asfalto de quatro meses ao redor das aberturas do poço de visita (PV).
O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) disse que determinou à Secretaria Municipal de Obras que interceda junto à Caixa Econômica Federal para vistoria no local, levantamento de responsabilidade e reparos. A Caixa é administradora do contrato de financiamento firmado com a Prefeitura de Bauru. Os recursos vieram do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), assinado durante o governo Rodrigo Agostinho. O financiamento será pago a partir desta gestão. A Prefeitura realizou a licitação da obra por lotes.
São vários pontos do asfalto novo com problema, cujas obras iniciaram no bairro há poucos meses. Na quadra 6 da Rua Flávio Aredes Lopes o esgoto estourou no meio da via. Duas, entre várias, tampas de PV estão abertas na mesma rua. Na rua Luiz Berro, a instalação está sem finalização do acabamento. O morador Jerônimo Rodrigues Meira diz que o DAE mexeu na tampa da rua (poço de visita). "Fizeram o asfalto fora do nível da tampa. Aqui e em outras ruas. Teve que quebrar e levantar com tijolinho. E tem de aguardar para depois eles colocarem asfalto novamente", diz.
Meira mora há 8 anos no bairro. "Em muitas ruas, o asfalto novo já foi estourado. Porque teve vazamento. Faz uns quatro meses que colocaram o asfalto. Mas não fizeram direito, ou não olharam direito a tubulação da rua antes. Agora arrebenta em vários pontos para consertar vazamento e o asfalto novo fica com vários remendos", reclama.
Outro morador, Jair Lopes, diz que só na rua Luiz Berro já ocorreram sete vazamentos. "O DAE trocou o encanamento para o asfalto ser colocado. Mas fez serviço mal feito e em vários pontos estourou", confirma. No cruzamento da Luiz Berro com a rua Ariovaldo Maciel, mais problemas. Também há defeitos na quadra 2 da rua Milton Dias Carvalho. Há, ainda, bueiros novos sem tampa e locais de escoamento de água tomados por terra.
No cruzamento da rua José Rodrigues Cordeiro com a Rubens Barone há buracos, desnível no piso, no encontro das ruas falta pequeno trecho de asfalto de um lado e há acúmulo de banco de areia em outro ponto.
Em outro lado deste mesmo cruzamento, uma espécie de calombo virou obstáculo "natural" e parece ter sido colocado de improviso para contenção de água da enxurrada.
POSIÇÃO
As obras de infraestrutura no Tangarás envolvem 6.600 metros de galerias pluviais, além de 68 metros de células de concreto para quatro travessias no bairro, 26.400 metros de guias e sarjetas e 560 rampas de acessibilidade. A pavimentação alcança 144 quadras padrão nesse bairro.
Em maio de 2017, problemas na execução do serviço já haviam sido apontados junto à Secretaria de Obras. O descompasso entre a capacidade de vistoria e liberação de ruas pelo DAE e o volume de serviços implementado pela empreiteira contratada foi discutido naquele momento. O secretário Municipal de Obras, Ricardo Olivatto, informou que está sendo realizada vistoria técnica no bairro para buscar a resolução dos problemas.
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