Geral

Gazzetta quer resolver resserviço

Nelson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Nelson Gonçalves 
Vias afundam de novo na Comendador José da Silva Martha, foto atual...    

O prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazzetta (PSD), disse que está incomodado com o aumento das reclamações por repetição de serviços em vias públicas. Segundo ele, o chamado resserviço terá solução neste ano, o segundo de seu governo. Ele afirmou ainda que dará prioridade ao problema. 

"Teremos que resolver o problema do resserviço. Sabemos que temos a maioria das ruas com tubulação muito antiga, mas temos de resolver a incidência de necessidade de repetição do serviço", ponderou.

"Isso tem maior incidência em vias de grande circulação, como corredores principais de bairros, avenidas e ruas de maior tráfego. Vamos reunir a Secretaria de Obras e o DAE para definir o que precisa mudar para reduzir a ocorrência de resserviço. É material e tempo de trabalho desperdiçados em um mesmo local", completou o prefeito.

Clodoaldo Gazzetta admite a ocorrência de falha operacional, mas minimiza sobre o impacto.

"Nós temos problemas mais visíveis em ruas de grande circulação, principalmente na região central. Vamos discutir de forma técnica o que precisa ser feito para resolver. Também estou incomodado com toda essa questão e vamos resolver. Inclui resolver o resserviço como prioridade", acrescentou. 

RUAS AFUNDAM

A solução do problema, entretanto, depende de mais de uma ação (e reação) do governo municipal.

Uma é de gestão. Os comandos da pasta de Obras e DAE sabem que não vem sendo cumprido o protocolo operacional para a realização dos serviços.

Além disso, assim que estoura uma tubulação em Bauru, o primeiro obstáculo é decidir "quem é o pai da criança".

DAE e Obras, muitas vezes, divergem no diagnóstico. Também há ocorrências onde um diz que o serviço é do outro.

Depois de superar a distribuição do trabalho, resta fazer com que as equipes deixem de fazer serviços paliativos.

Em inúmeros endereços há identificação de que a administração municipal está colocando "massa" nas vias sem atacar a "raiz" do problema. O secretário de Obras, Ricardo Olivatto, comentou sobre um desses trechos.

"Na pista da avenida Comendador Martha, subindo do bairro para a praça Portugal, foram feitas reposições de massa, mas o problema ressurgiu. Lá, nós identificamos que a tubulação está apresentando problema por ser instalada encaixada. Tem de verificar se tem trinca e refazer o trecho para resolver", aborda.

Somente este ponto já foi "refeito" mais de três vezes nos últimos meses. Perto desse ponto, na mesma Comendador, por outro lado, o piso também afundou. É um reparo com reconstrução de caixa de visita perto da guia, na área da ciclofaixa.

A Secretaria de Obras fez a reconstrução da caixa, mas a chuva no dia seguinte fez "rodar" a obra. Com o resserviço, porém, a massa instalada já afundou, de novo. No bastidor, a informação é de que não houve compactação adequada, questão recorrente nas intervenções nas ruas.

"Vamos enviar equipe para analisar a situação da Comendador (na frente do CEO) e também verificar o que houve na quadra acima", prometeu o secretário.

O afundamento de piso acontece por toda a cidade, ora por intervenção de má qualidade do DAE, ora por atuação da Secretaria de Obras. 

Em alguns endereços, a ação paliativa (de só por massa) está sendo realizada sem a substituição na parte, e também no todo, da tubulação avariada.

Conforme dois engenheiros e dois integrantes das mesmas áreas, da Prefeitura de Bauru, o maior problema tem sido a realização do serviço sem seguir o protocolo operacional básico (diagnóstico correto da avaria no tubo, retirada da terra molhada, utilização de terra seca, compactação por níveis de camada, base com brita graduada para, aí sim, substituir o trecho de massa).

 

Comentários

Comentários