Regional

Após acordo no TRT, greve no Thereza Perlatti chega ao fim

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Sindsaúde/Divulgação
Audiência de conciliação no TRT em Campinas foi nessa terça-feira (16)  à tarde
Líder do Sindsaúde, Edna Alves, intermediou reuniões com o hospital

Após 30 dias, a paralisação dos funcionários do Hospital Thereza Perlatti de Jaú (47 quilômetros de Bauru), motivada por atrasos nos salários e no 13º, chegou ao fim. Em audiência de conciliação realizada nessa terça-feira (16) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em Campinas, Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Jaú e Região (Sindsaúde) concordou com a suspensão da greve. O hospital se comprometeu a pagar os dias descontados dos grevistas. Já a indefinição com relação ao pagamento do 13º continua.

A greve teve início no dia 18 de dezembro. Além do salário de novembro, que deveria ter sido pago até o quinto dia útil daquele mês, funcionários do Thereza Perlatti cobravam pagamento dos 60% restantes da primeira parcela do 13º - os trabalhadores receberam apenas 40% da primeira parte do abono.

No dia 29, o hospital depositou os salários de novembro dos quase 300 trabalhadores, mas a categoria decidiu manter a paralisação até o pagamento integral do 13º. No dia 5, a entidade pagou 60% do salário de dezembro para todos e descontou dos grevistas os dias parados, entre 18 e 25 de dezembro.

O Sindsaúde questionou a legalidade dos descontos na Justiça do Trabalho e uma audiência de conciliação foi agendada para essa terça-feira (16) na sede do TRT. No encontro, a entidade concordou com a suspensão da greve a partir das 19h dessa terça. Já o hospital aceitou devolver os oito dias descontados dos grevistas.

"Serão ressarcidos os valores descontados dos colaboradores em quatro parcelas, nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril", explicou o o diretor-executivo do Thereza Perlatti, Sandro Renato Oliveira. Pelo acordo, também não poderão ocorrer novos descontos de dias parados.

INDEFINIÇÕES

O pagamento do saldo do 13º salário ficou condicionado à disponibilidade de verbas de repasse, sem a fixação de uma data limite. Já a questão da estabilidade de emprego para os funcionários que aderiram à paralisação será discutida em uma nova audiência no TRT, marcada para o dia 27 de fevereiro.

"É uma vitória de todos os grevistas, que estiveram lutando por um direito básico, o de receber seus salários", diz a presidente do Sindsaúde, Edna Alves, que destacou a importância do apoio do presidente da Federação dos Trabalhadores da Saúde de São Paulo, Edison Laércio de Oliveira, na luta pela legitimação da greve.

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