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Lembra do Menino Maluquinho?

Oscar D'Ambrosio
| Tempo de leitura: 1 min

Lembra do menino Maluquinho? Criado por Ziraldo em 1980, o livro é um marco com mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos. Mas o que ele tem a nos ensinar hoje? A última frase traz uma chave: "E foi aí que todo mundo descobriu que ele não tinha sido um menino maluquinho. Ele tinha sido um menino feliz".

 Parece que a sociedade perdeu essa capacidade de preservar a felicidade mental. É claro que problema não faltam nas nossas mentes, casas, famílias, país e mundo, mas, acima de tudo, há a ausência de encantamento no cotidiano. E cada um de nós pode retomar essa fantasia. A proposta pode parecer ingênua - e certamente é em diversos aspectos, mas busca apontar para um dos grandes fascínios do personagem de Ziraldo, a capacidade de inventar. O filme "A vida é bela", por exemplo, de Roberto Begnni, tangencia a questão de uma outra forma, é claro.

 Mas existe em comum a preservação do sorriso no rosto e do coração, a capacidade de manter o deslumbramento da infância para sempre dentro de nós e a convicção de que crescer e ter dificuldades são questões que, sim, podem nos impedir de voar. A capacidade de ser felizes, mesmo quando tudo parece conspirar contra, nos salva, como aponta Ziraldo.

O autor é doutor em Educação, Arte e História da Cultura e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, onde atua na Assessoria de Comunicação.

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