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Após nova sentença, ex-prefeito é condenado

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Em novo julgamento, ex-prefeito de Bariri (56 quilômetros de Bauru) Benedito Senafonde Mazotti, o Dito Mazotti (PSDB), foi condenado em primeira instância a mais de dez anos de prisão em regime inicial fechado e ao pagamento de multa pelo suposto desvio de medicamentos da rede pública, entre os anos de 2005 e 2009, em benefício de um vereador da cidade. Ele poderá recorrer da sentença em liberdade.

Mazotti havia sido condenado a dez anos, quatro meses e 12 dias de prisão em regime inicial fechado e ao pagamento de 50 dias-multa em maio de 2016. Na época, o ex-prefeito também teve seus direitos políticos suspensos por cinco anos.

Na sentença, a juíza Taiana Horta de Pádua Prado pontuou que, enquanto diretor de Saúde, ele praticou o peculato desvio e, enquanto prefeito, crime de responsabilidade. Como agravantes, citou a continuidade delitiva e a coação a testemunhas. Mazotti recorreu e, em agosto de 2017, o Tribunal de Justiça (TJ) acolheu alegações da defesa de ausência de apreciação de tese defensiva por parte do Juízo de Bariri e anulou a sentença, determinando o retorno dos autos para um novo julgamento.

Em dezembro, a juíza proferiu nova sentença, mantendo a mesma pena de 2016, inclusive com suspensão dos direitos políticos e autorização para que o ex-prefeito recorra em liberdade. Na ocasião da primeira condenação, ele declarou que "não houve roubo, desvio, vantagem, ou qualquer outra conduta dolosa" da parte dele.

A sentença refere-se à ação penal ajuizada pelo Ministério Público (MP) por supostas irregularidades cometidas por Mazotti durante o período em que era diretor de Saúde de Bariri, quando se afastou para concorrer ao cargo de prefeito e nos dois primeiros meses como chefe do Executivo.

Investigações apontaram que ele entregava a um vereador medicamentos desviados de uma unidade de saúde, que deveriam ser distribuídos a pacientes da rede pública, para que fossem destinados a potenciais eleitores. Em fevereiro de 2009, conforme divulgado pelo JC, após denúncia anônima, a Polícia Civil apreendeu na garagem da oficina do irmão do parlamentar várias cartelas de comprimidos e cerca de 60 caixas de medicamentos diversos, grampeados com receituários em nome de diferentes pessoas.

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