Tribuna do Leitor

Respeito ao próximo

Simone Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Li nesta Tribuna carta do senhor Waldir de Camargo sobre a falta de educação urbana. Ele relata ter visto uma pessoa jogar, do carro, uma latinha de refrigerante na via.

Realmente lamentável, senhor Waldir, mas isso ocorre com muito mais frequência do que se supõe.

E não é só isso. Outro dia, enquanto esperava o coletivo, uma mocinha abriu uma bala e jogou o papel no chão, ao lado da lixeira. Isso mesmo. Havia uma lixeira.

Mesmo assim, o papel de bala foi para o chão. Fui até lá, recolhi o papel e joguei onde devia ser jogado.

Fui para casa pensando: por que as pessoas, especialmente os jovens, fazem esse tipo de coisa? Por que há tanta falta de respeito ao próximo? Será que essas pessoas não pensam que se todo mundo jogar papel de bala, latinha de refrigerante e lixo na rua elas mesmas poderão sofrer com isso?

Sim, porque o lixo entope bueiros. Bueiros entupidos provocam alagamentos. E por aí... Isso é ser fatalista? Pode ser. Mas é muito mais do que isso. É tristeza por constatar que as pessoas estão cada vez mais mal educadas e individualistas.

Mas há como mudar isso? Penso que sim. E todos precisam se envolver. Em casa, os pais precisam incentivar os filhos a jogar no lixo o que é lixo. A respeitar as pessoas. A mostrar para eles que não se pode fazer com os outros o que eles não quer que façam com eles.

Na escola, noções de respeito ao próximo precisam ser transmitidos por todos os professores. E eles precisam a ser incentivados a praticar o bem sem olhar a quem. Precisam aprender que seus atos têm consequências boas ou ruins.

Se isso não for feito, temo pela nossa geração. Quando formos mais velhos, vamos depender de pessoas que não estão nem aí para o que acontece com o próximo. Triste.

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