| Fotos: Ana Beatriz Garcia |
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| Fato ocorreu em obra na quadra 16 da Virgílio Malta |
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| Bombeiros afirmaram que a pouca ventilação do local colaborou para a exposição aos gases |
Após inalarem gás tóxico, seis operários da área onde será a garagem de um edifício residencial, localizado na quadra 16 da rua Virgílio Malta, passaram mal e mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu, no início da tarde dessa segunda-feira (22). Era por volta das 12h45 quando os trabalhadores sentiram falta de ar, após terem sofrido intoxicação por monóxido de carbono (CO) e dióxido de carbono (CO2). O relatório dos bombeiros aponta que os gases foram emitidos em maior quantidade após possível falha em uma enceradeira industrial - conhecida popularmente como bambolê -, que é usada para polimento do solo de concreto e funciona por combustão.
Ainda segundo os bombeiros, 30 pessoas estavam na obra no momento do incidente. Seis funcionários foram encaminhados ao Pronto-Socorro Central (PSC), mas o quadro de nenhum deles era considerado grave.Também foi preciso isolar o espaço para verificação. Após a última inspeção do nível de gás tóxico no local apontar normalidade, por volta das 14h45, a área foi liberada. “Por ser um ambiente fechado, de subsolo, a pouca ventilação colabora para a exposição aos gases”, afirma tenente do bombeiros Murilo Daniel da Silva, comandante da operação.
A movimentação também chamou a atenção de moradores da região e curiosos que passavam pelo local, alarmados com a possibilidade de se ter um vazamento de gás.
A MÁQUINA
A máquina utilizada para o polimento da pavimentação da garagem funciona à base de diesel e, por isso, emite os gases CO e CO2, que acabaram se acumulando no local e causando o mal-estar, conforme relatou um dos funcionários da construtora MSP Engenharia, responsável pela obra.
“Como a máquina funciona à combustão de diesel, ela libera tanto monóxido quanto o dióxido de carbono. Os dois ocupam o lugar do oxigênio, causando asfixia. E o monóxido de carbono ainda causa intoxicação”, explica o tenente Silva.
De acordo com Sebastião Moreira, sócio proprietário da MSP Engenharia, a máquina envolvida no incidente é da empresa terceirizada E. C. Ribeiro. “Nós os contratamos para executarem a concretagem da garagem. Infelizmente, os funcionários inalaram o gás em maior quantidade e nossa equipe acionou os bombeiros e Samu a tempo para atendê-los”, afirma.
PROVIDÊNCIAS
A obra conta com uma saída de ar onde será a entrada da garagem do edifício. De acordo com Moreira, após o episódio, mais aparelhos para a ventilação foram instalados. “Nós já tínhamos alguns ventiladores, mas colocamos mais para auxiliar na dispersão do gás tóxico e melhorar a ventilação da garagem”, frisa.
A reportagem também entrou em contato com a empresa E.C. Ribeiro, mas, até o fechamento desta edição, não obteve retorno de seus representantes.
REGISTRO NA POLÍCIA
Um boletim de ocorrência (BO) foi registrado na Polícia Civil por lesão corporal culposa (quando não há intenção). E o caso, agora, será investigado.
Você sabia?
O gás carbônico é um dos gases que compõem o ar. Na respiração, o oxigênio é aproveitado e o gás carbônico, que é tóxico, é eliminado. Quando essa concentração é alta, esse gás é levado pelo sangue até o cérebro, causando intoxicação. Nesses casos, a pessoa é induzida a um estado de sonolência que, dependendo do volume do gás, pode levar ao coma e à parada respiratória.
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