O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) percorreu novamente as UPAs da cidade, nesta semana, e constatou que seguem problemas como a falta de medicamentos para dor, denunciado há alguns dias. Também há cadeiras remendadas, e falta de ar-condicionado, relata o diretor do Sinserm, Moisés Cristo.
O JC mostrou a denúncia do Sinserm na semana passada, e que a entidade faria representação no Ministério Público Estadual (MPE). Segundo Moisés Cristo, a representação está sendo preparada pelo Jurídico do sindicato, devendo ser apresentada em breve. Também na última semana, o secretário José Eduardo Fogolin respondeu afirmando que a falta de remédios será solucionada com a informatização do sistema, ainda neste ano, e que a pasta tem investido para manter as UPAs funcionando sem interrupções de atendimento aos moradores, negando que tenha a intenção de precarizar o atendimento, como foi citado pelo sindicato na semana passada, quando o problema foi apresentado.
LICITAÇÕES
A Secretaria de Saúde espera amenizar a questão da falta de insumos nas próximas semanas. A pasta abriu licitações para comprar vários materiais e equipamentos, como oito macas retráteis, tiras para reagentes de glicemia e lancetas, materiais odontológicos (todos com pregão no dia 1 de fevereiro), luvas, sonda estomacal, sonda uretral, absorvente e fraldas (pregão destes acontecendo hoje), suprimentos de informática (pregão dia 31 de janeiro), medicamentos para cumprimento de mandados judiciais (2 de fevereiro), agulhas, avental, conjunto para inalação, eletrodo cardiológico, fita adesiva, gorro, touca, seringa de insulina, termômetro, lâmina de bisturi, entre outros (2 de fevereiro).
Outra reclamação dos usuários do sistema de saúde é com relação a aparelhos de ar-condicionado quebrados, principalmente nas UPAs. A prefeitura abriu licitação, com pregão em 2 de fevereiro, para comprar até 145 aparelhos, de diferentes tipos, pelo sistema de registro de preços - ou seja, só vai adquirir a quantidade necessária. No edital, a justificativa é que muitos aparelhos já estão ultrapassados e não compensam ir para manutenção, sendo melhor comprar aparelhos novos.