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Paulistão: 'Vida nova'


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Ricardo Moreira/Fotoarena/AE
O gerente de futebol Alessandro Nunes apresenta Henrique: “Uma honra grande vestir essas cores e escudo”, diz o zagueiro

O zagueiro Henrique foi apresentado oficialmente nessa segunda-feira (29) como novo reforço do Corinthians. O jogador de 31 anos chega com contrato válido por duas temporadas, após defender o Fluminense em 2017. O novo reforço alvinegro, que vestirá a camisa 3, que era de Pablo, preferiu ignorar o passado carioca e sua passagem pelo rival Palmeiras e não projetou uma data para fazer a sua estreia pelo clube.

"É uma honra vestir essa camisa. Felicidade muito grande de representar um clube de tantas tradições, vitórias e títulos. Sei da responsabilidade, mas estou preparado", disse o defensor, que diversas vezes, durante a entrevista coletiva, destacou a alegria de chegar ao novo clube.

Ao ser questionado sobre o seu passado no Palmeiras, clube que defendeu em 2008 e entre 2011 e 2014, sendo que saiu como um dos destaques da equipe, o zagueiro não citou o nome do ex-time e preferiu ressaltar, novamente, a alegria por chegar ao Corinthians. "Estava com muita vontade de vestir essa camisa. Uma honra grande vestir essas cores e escudo. Estou muito feliz mesmo. A minha felicidade é difícil de falar. Foram momentos bons e ruins no Fluminense, Napoli... tudo é passado. A gente vive o presente de estar aqui, ser feliz e poder demonstrar meu futebol", falou.

Para chegar ao Corinthians, Henrique precisou entrar na Justiça para conseguir a rescisão com o Fluminense. Sobre a sua passagem no clube carioca, ele também se esquivou. "Do Fluminense a gente vai ter tempo para falar. Sobre o Fluminense tem muita coisa para ser dita, mas tem o momento certo. Quando acabou o campeonato, tínhamos uma conversa e (o andamento do acordo) foi se alimentando. O Fluminense deu uma barrada nisso, mas as coisas foram acontecendo e, às vezes, há males que vêm para bem. Demorou, mas deu tudo certo", comemorou.

Henrique chega para suprir a saída de Pablo, que voltou ao Bordeaux, da França. O técnico Fábio Carille disse, na semana passada, que poderia contar com ele na partida contra o Santo André, na semana que vem, pelo Campeonato Paulista, mas o zagueiro preferiu não projetar uma data para estreia. "Fiz três treinos com bola apenas. Estou um pouco cru ainda, mas estamos batalhando para estar 100%. Comecei um pouco mais tarde que a maioria dos jogadores, mas vamos nos preparar bem. Agora é ter tranquilidade", minimizou.

Henrique é o sexto reforço do Corinthians para a temporada. Anteriormente, chegaram o lateral-esquerdo Juninho Capixaba, o volante Renê Júnior, o meia Mateus Vital e os atacantes Emerson Sheik e Júnior Dutra.

Paulo Garcia tem candidatura a presidente do Corinthians impugnada

O empresário Paulo Garcia teve a sua candidatura à presidência do Corinthians impugnada, ontem, pelo presidente do Conselho Deliberativo do clube, Guilherme Strenger. Com a decisão, o pleito que ocorre neste sábado, terá apenas quatro candidatos, que são: Andrés Sanchez, Antônio Roque Citadini, Felipe Ezabella e Romeu Tuma Júnior. Garcia é acusado de compra de votos e pode recorrer da decisão.

Guilherme Strenger, que confirmou a impugnação, seguiu o que a comissão eleitoral do clube sugeriu no último sábado. O órgão já havia pedido a punição ao empresário, mas ainda faltava o aval do presidente do Conselho Deliberativo para que a candidatura do empresário e um dos donos da Kalunga fosse suspensa.

Paulo Garcia é acusado de pagar para sócios inadimplentes regularizarem as suas situações e poderem votar na eleição para o clube. Segundo ofício assinado por Miguel Marques e Silva, presidente do conselho, o empresário cometeu uma "grave infração eleitoral por abuso do poder econômico, vulgarmente conhecida como compra de votos".

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, na última sexta-feira, Paulo Garcia negou que tenha comprado votos, mas admitiu que fez pagamentos para sócios inadimplentes antes de anunciar a sua candidatura. "Estão me acusando de compra de votos, mas na ocasião eu nem tinha lançado minha candidatura. Eu não era candidato. No final de semana em questão, na sexta-feira, dia 1.º de dezembro à noite, a diretoria do Corinthians baixou um decreto para os associados inadimplentes regularizarem suas mensalidades (R$ 400 para sócios individuais e R$ 600 para sócios familiares). O Rachid (Antônio Rachid é conselheiro vitalício do clube) me informou de toda essa situação que estava acontecendo no clube e ele próprio entrou em contato com algumas chapinhas falando que eu pagaria os inadimplentes caso alguém quisesse. Foi citado que se um dia eu viesse a ser candidato ficaria a critério de cada um em votar em mim ou não", disse o empresário.

Ele ainda afirmou que comunicou alguns concorrentes ao pleito do ato que havia feito. "No dia 2, sábado, chamei os candidatos Romeu Tuma e Roque Citadini e mostrei que estava pagando as mensalidades de alguns associados, em torno de 30, com o meu cartão e declarei no imposto de renda. Fui o primeiro a ir na Comissão Eleitoral e pedir a impugnação do direito de voto desses associados beneficiados por uma regra do clube. Não acho justo também com todos os outros sócios que pagaram suas mensalidades em dia. Por que eu estou sendo acusado de compra de votos e os outros candidatos que fazem churrasco, festas, distribuição de camisetas, não são?", completou.

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