Dados da CPFL Paulista apontam que o total de ocorrências de falta de energia por causa da utilização de pipas na região de Bauru cresceu de 21,4% de 2016 para 2017, passando de 359 para 436 casos. O número inclui acidentes que, inclusive, culminaram em pessoas machucadas ou mortas.
A empresa, agora, já se volta às férias de julho (por não ser chuvoso é a época em que mais problemas com o brinquedo são registrados).
| Arquivo pessoal |
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| Carlos Eduardo Camargo, da CPFL: palestras aos estudantes |
| Douglas Reis/JC Imagens |
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| Escolher locais próximos à fiação pode acabar mal tanto a quem brinca com pipa quanto para vizinhos, que ficam sem energia |
Gerente de relacionamento poder público da CPFL de Bauru, Carlos Eduardo Camargo diz que está em contato com a Diretoria Regional de Ensino (DRE) e que a intensificação das palestras deve ocorrer tanto na rede pública quanto privada no início deste primeiro semestre. "A ideia é abranger o maior número possível de escolas", frisa.
Entre os bairros mais problemáticos, ou seja, que registram mais ocorrências com pipa na cidade e que devem ser contemplados pela ação estão a Vila Dutra, o Parque Real, o Parque Jaraguá, o Ferradura Mirim, o Fortunato Rocha Lima, o Núcleo Gasparini, o Pousada da Esperança, a Vila São Paulo, o Jardim Ouro Verde, o Parque Viaduto e o Núcleo Habitacional Joaquim Guilherme.
ESCURO
Para fins de comparação, as pipas foram responsáveis por 1.170 casos de falta de energia na região de Bauru de 2015 a 2017.
As estatísticas apuradas pela área operacional da distribuidora também mostram que só Bauru foi responsável por 42,6% deste total de acidentes, com 499 desligamentos nos últimos três anos. As outras cidades da lista são Marília, Lençóis Paulista, Garça e Agudos.
AGRAVANTE
Além do risco de rompimento dos cabos pelas linhas que usam cerol ou a conhecida "chilena", as pipas ficam enroscadas nas redes elétricas podendo provocar desgastes nos fios, e levar a curtos-circuitos em dias úmidos. "São os reparos mais demorados de serem executados", detalha Camargo.
Alguns cuidados simples, como escolher locais longe da fiação elétrica, podem evitar os acidentes.
A tentativa de resgatar uma pipa enroscada na fiação também pode provocar desligamentos no fornecimento de energia e causar acidentes com vítimas. "Se acontecer de a pipa ficar presa em um fio, a melhor atitude é dá-la como perdida", recomenda Camargo.
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Denuncie
O uso ou venda de linhas ilegais, como a de cerol ou chilena, deve ser denunciado para a Polícia Militar por meio do 190.
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Acione e não mexa
Em caso de rompimento de cabos por linhas de cerol ou curtos-circuitos causados por esse brinquedo, a população deve acionar imediatamente a distribuidora por meio dos canais de atendimento. Deve-se ficar o mais distante possível do fio partido para evitar acidentes.
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SERVIÇO
A CPFL mantém atendimento pelo 0800 010 1010.

