Tribuna do Leitor

Sobre mudanças e sobre cães

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 2 min

É sempre bom ler João Jabbour às segundas no JC e seu peculiar jeito inteligente de escrever. De maneira profissional e otimista, veio ontem falar de um assunto de estratégia profissional, que tem exigido mudanças para todos os lados, mudanças às quais talvez sejamos, na maioria, resistentes.

Tanto que, não faz muito tempo, usávamos uma filosofia popular mais ou menos assim: "Estou mais perdido que cachorro que cai de mudança". Talvez aí também fale dos transtornos e confusões causados por aquilo tudo que precisa ser mudado de lugar.

Como Jabbour descreve no fim do seu texto, provavelmente as mudanças nunca mais tenham fim, verdade que sim, afinal, mais lentas, mas nunca pararam de acontecer desde os primórdios. O frio na barriga, como diz ele, sempre vem mesmo. Medo do desconhecido, insegurança que todos nós temos, mas que, com ou sem o frio (na barriga), elas se farão.

Evolução ou não, eis a questão, afinal, nos apegamos às casas, às coisas e às pessoas, quase sem exceção, mas acho que esqueceram de dizer isso ao tempo e ao vento, que seguem em frente, e hoje sem o tic-tac dos relógios, passando para os silenciosos marcadores digitais, e vai.

Porém, o que os cães tem de mais apurado é seu faro, e o velho ditado precisa ser mudado, pois os cães com sua fidelidade e inteligência certamente talvez com um pouco de atraso ou não (pois hoje se pode ver por aí a evolução das raças caninas) chegarão também às novas casas.

Não é demais dizer que também amo esse jornal, o qual entreguei nas íngremes ladeiras da Vila Quaggio, com minha bicicleta Caloi vermelha.

Tenho enorme orgulho disso e hoje o prazer de poder dar minha pequenina contribuição ainda. Hoje, com certeza, se o cão escorregar e cair da mudança, ele saberá retomar o caminho e seguir...

"É nóis, Jabbour, é nóis, JC!"

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