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Após os 3 a 0, só o Jus Sperneandi

Pedro Grava Zanotelli
| Tempo de leitura: 3 min

Os desembargadores do 4º TRF, em Porto Alegre, fizeram o que a sociedade esclarecida e não comprometida esperava: não só confirmaram a sentença do juiz Sérgio Moro como a enriqueceram com mais explicações que a justificavam legalmente e aumentaram a pena em mais três anos. A defesa e os apoiadores de Lula, e ele próprio, esperavam que os juízes se amedrontassem com a ameaça do 'exército vermelho', custeado com dinheiro público do imposto sindical e das propinas recebidas pelo PT. Como a ameaça não funcionou eles fizeram o de sempre - passaram a depreciar o tribunal. O Lula chegou a dizer que os desembargadores fizeram um 'cartel' para condená-lo. A decisão foi a merecida e agora a eles só resta ficarem esperneando agarrados nos recursos que a lei permitir.

O advogado do Lula está numa situação semelhante à do treinador esportivo - parte do PT já está pensando em substituí-lo. Querem um advogado mais experiente, que tenha bom relacionamento, principalmente com alguns ministros do Supremo, onde contam com algumas 'simpatias'. A estratégia de tentar fazer-nos de idiotas, exigindo provas absurdas será substituída pela cobrança aos magistrados supostamente comprometidos. O advogado queria documento público, registrado em cartório, de negócio espúrio, de propriedade oculta. O triplex continuou no nome da OAS porque ao serem apanhados não deu tempo de passar para laranjas, como o sítio de Atibaia. A empresa doou ao ex-presidente em 'gratidão' pelo favorecimento em licitações. As provas estão na adequação efetuada no triplex, conforme desejo da esposa do presidente e fotos das visitas de verificação, confirmadas por seguranças. Não fosse a Lava Jato, hoje o Lula estaria tomando a sua cachaça vendo e se refrescando com a brisa do mar de Guarujá.

Se o advogado quis transformar uma verdade em mentira, tentando mostrar que o Lula não era o dono do triplex, Lula e seus seguidores, muitos com representação popular, sempre tentaram pespegar-nos a grande mentira de defensores da democracia. Eles falam em democracia com a boca suja de quem sempre lutou pela ditadura do proletariado. As incursões do ex-presidente por países da América Latina e da África, levando os nossos recursos, tirados do BNDES, para governos ditatoriais, com o objetivo de tornar-se um líder internacional, seriam próprias de um democrata? A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, prestar solidariedade ao ditador da Venezuela e incitar seus seguidores ao enfrentamento, após a condenação do Lula, é democrático? O senador Lindberg Farias, incentivar a desobediência civil, é democrático ou caso de polícia?

Com o impedimento do Lula de ser candidato, devido à lei da ficha limpa, um jornalista, aficionado do lulopetismo, deu a sua interpretação de democracia dizendo que "só existe democracia se houver alternância do poder". É exatamente o oposto dos objetivos deles. Para se reeleger o Lula usou o "mensalão", escândalo de compra de parlamentares e ministros. Para eleger Dilma, aparelhou o governo dentro da Petrobras, formando o maior esquema de corrupção que o País já teve, o "petrolão". O esquema faria o caixa do PT para elegê-lo após a Dilma e, assim, se perpetuar no poder como Fidel Castro, Hugo Chávez/Nicolau Maduro e Evo Morales. Isso é a democracia bolivariana, a ditadura vendida como democracia, o maior embuste já perpetrado contra o povo.

Uma cena de televisão de tempos atrás mostrou o Lula cumprimentando o governador do Rio, Sérgio Cabral, hoje condenado a mais de 80 anos, por corrupção, como um bom governador, amigo dos pobres e dizendo a ele que cuidar dos pobres é altamente gratificante. Analisando os amigos do Lula aqui no Brasil e no exterior, todos envolvidos em corrupção e com atitudes nada democráticas, que juízo se pode fazer da senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, que ao falar sobre a possibilidade de prisão do Lula disse que seria uma "violência não só contra Lula, mas contra a democracia e o provo brasileiro"?

Seus olhos e ouvidos cerrados, por fanatismo ideológico ou por interesses pessoais colocam a senadora a distância astronômica dos problemas do País, cuja crise sem precedentes foi provocada pelo lulopetismo com seus coligados.

O autor é ex-presidente da Ordem dos Velhos Jornalistas de Bauru.

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