A deputada e provável ex-futura ministra do Trabalho expõe em sua saga para se tornar ministra as mazelas da sociedade brasileira e, principalmente, da chamada classe política.
Primeiro expõe a jabuticaba chamada justiça trabalhista, malfadada e anacrônica herança de Vargas I, o ditador, e cópia da Carta del Lavoro, do fascista Mussolini, já reformada e praticamente extinta no seu país de origem.
Por aqui se manteve e consolidou-se na república sindicalista; primeiro de Jango e depois pelos militares preocupados com sua popularidade.
Por último teve seu auge junto ao "companheirismo" lulista e os benefícios da classe trabalhadora e assim se manteve como vanguarda do atraso da economia do país.
O fato de ter ações contra si na Justiça do Trabalho, a jabuticaba paternalista e hipossuficiente, onde sempre o trabalhador é feito de coitadinho e o patrão é sempre culpado, por si somente em nada desabona a pessoa e a Constituição assegura a presunção de inocência. Ocorre que depois disto a filha de Jeferson, na melhor tradição da política carioca, faz seu desagravo de forma tosca e totalmente inadequada.
Na praia, de biquíni, e cercada por vários homens, possivelmente embriagados e inconsequentemente postam em rede social o vídeo. Depois disto é revelada também a existência de processo por associação ao tráfico, que embora ainda não julgado, já denota outro nível de preocupação.
Mesmo assim o trator Roberto Jeferson, seu pai e presidente do partido do PTB que se diz herdeiro de Vargas, que de qualquer maneira manter o nepotismo e ver sua filha ministra, cargo sonhado por ele e nunca alcançado devido ao escândalo do mensalão.
O mais curioso é que este cargo é pagamento para que o PTB vote a necessária e urgente reforma da Previdência, ou seja, no Brasil até o certo é feito pelo caminho errado. Infelizmente, com esta classe política, um abismo chama outro abismo.