Cultura

Sambódromo, segunda noite, e bem à vontade

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Samantha Ciuffa
O bloco Estação Primeiro de Agosto foi o primeiro da segunda noite
Gisele Silva desfilou pelo Estação Primeiro de Agosto
Bloco Ouro Verde 100% Arte: também 100% de disposição
Mais Ouro Verde 100% Arte: voltou com o gás todo neste ano

Realeza do Samba, cinco blocos e três escolas encerraram o Carnaval de Bauru no Sambódromo com irreverência, alegria e descontração. A ameaça de chuva foi embora até o fechamento desta edição, no fim da noite, e o evento transcorria normalmente no início da madrugada.

Desfilaram, primeiro, a exemplo do sábado, a Realeza composta pelo Rei Momo Silvio Teixeira da Silva, Rainha da Diversidade Danielly Angel, Rainha do Carnaval Larissa dos Santos Celestino, além do Rei e Rainha da Melhor Idade (Carlos José da Silva e Helena de Oliveira Danelon).

O desfile, que estava marcado para iniciar às 19h15, começou com um atraso de aproximadamente uma hora.

Em seguida, entraram os blocos Estação Primeiro de Agosto (originalidade), Atlético Clube Ouro Verde 100% Arte, Estrela do Samba de Tibiriçá, Pé de Varsa e Pérola Negra (especial) - e as escolas Tradição da Zona Leste, Mocidade Unida da Vila Falcão e Coroa Imperial da Grande Cidade.

O primeiro bloco foi o estreante Estação Primeiro de Agosto, que homenageou a rua que deu nome ao grupo, na região central da cidade.

O Atlético Clube Ouro Verde 100% Arte retornou ao Sambódromo e mostrou a que veio.

Após uma pausa no Carnaval do ano anterior, o grupo estava com o gás todo. Neste ano, a agremiação passou uma mensagem acerca de uma nova era para a cultura.

Celebrando a vida, com o tema "A melhor idade é a vida que se vive", o bloco Estrela do Samba de Tibiriçá encantou com as belezas de cada época da vida.

Já o Pé de Varsa contou com a jogadora Thiffany, do Vôlei Bauru, e todos os seus componentes para falar de diversidade e respeito às diferenças.

UM POUCO ANTES...

Nem havia escurecido e o público já ocupava a arquibancada, que abrigou um "mar de gente".

Famílias inteiras chegaram com antecedência para garantir um bom lugar. 

Esse é o caso dos Belíssimo. O auxiliar de cozinha Marcelo, de 43 anos, frequenta o Sambódromo desde a sua inauguração. Ele e a esposa Andreza, de 39, estavam empolgados para assistir ao desfile da Coroa Imperial da Grande Cidade, porque o primogênito Luiz, de 14, iria tocar na bateria.

O pequeno Lucas, de 8 anos, irmão de Luiz, não ia desfilar, mas tratou de se fantasiar. Ele e o primo Hugo Belíssimo Tonelli, de 4 anos, pintaram o cabelo de azul. "Eu gosto muito do Carnaval", revela Hugo.

E teve gente que aproveitou o evento para aumentar a renda doméstica, como o aposentado Jason Francisco, de 59 anos. Há 15, ele trabalha como ambulante no local. "O movimento, neste ano, está muito bom", avalia.

Porém, os vendedores trabalharam na rua dos Abacateiros, paralela ao Sambódromo, e não mais na via que fica dentro do espaço, fato que desagradou moradores e os próprios ambulantes.

"A movimentação fica concentrada em frente às casas e os vizinhos estão reclamando", acrescenta (Confira as fotos abaixo). Veja mais no site do JC

Fotos: Samantha Ciuffa
O bloco Estrela do Samba de Tibiriçá foi o terceiro a desfilar
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Jason Francisco trabalha como ambulante no Sambódromo há 15 anos
‘Unidos da família’: Marcelo Belíssimo, Murilo Tonelli, Hugo Tonelli, Andreza Belíssimo, Lucas Belíssimo, Luiz Belíssimo e João Carlos Tonelli garantiram lugar bem antes do início do desfile desta segunda-feira (12)

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