Na química existe o conceito de "quiralidade", ou seja, algumas substâncias orgânicas têm compostos idênticos, com "quirais" tipo "S" esquerda e tipo "R" direita. Sendo um a imagem no espelho do outro. Iguais em sua formula química, porém diferentes na geometria de seus átomos. Com algumas características e propriedades químicas diferentes entre si e outras até mesmo opostas.
Assim, também se levarmos este conceito para a política, ele também é aplicável. Políticos de esquerda como Lula e de direita como Bolsonaro parecem imagem especular um do outro. São muito parecidos, só que um à direita e outro à esquerda. Mais que isto, dependem um do outro para sua sobrevivência política.
Um na falta do outro perde o discurso, a esperança e torcida de Lula era Bolsonaro no segundo turno e a de Bolsonaro era Lula. Ambos são truculentos e reclamam da imprensa, ambos se pudessem suprimiriam as liberdades democráticas, como imprensa livre e controlariam por caminhos diferentes, o Legislativo e o Judiciário.
Lula com os sindicalistas e "organizações sociais" como MST e MTST e Bolsonaro com militares e fascistas de primeira hora. Ambos falando de improviso prometem planos mirabolantes e inexequíveis.
Um admira os tiranos Guevara e Castro outro o torturador covarde Brilhante Ustra. Ambos são salvadores da pátria messiânicos e tentam fazer com que os incautos acreditem, que são os únicos a salvar o Brasil do fim do mundo, que o outro representa.
Ambos têm saudade do passado; Lula do Chavismo e Castrismo e Bolsonaro do golpe militar. Ambos são da elite de políticos à décadas e dizem no entanto detestar as elites, que eles mesmos tão bem representam. Ambos por por influência já arranjaram seus filhos, Lula nas empresas privadas e Bolsonaro por herança política.
Ambos acreditam na tática do medo, que provocam na classe média e no chamado mercado. São verdadeiros "antípodas ópticos", imagem no espelho um do outro. Ambos são broncos e grosseiros e se gabam da falta de educação.
A nossa esperança é que com Lula condenado Bolsonaro despenque junto com seu rival igual, um caia à direita enquanto outro cai à esquerda. Para que prevaleça o equilíbrio do centro e do liberalismo econômico, que ambos por seu perfil "nacionalista" negam e tanto mal já fez e poderia continuar a fazer ao Brasil, caso um dos dois seja eleito.