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Manifestantes fazem protestos contra reforma da Previdência

Marcus Liborio, Tisa Moraes e Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
Pela manhã, os manifestantes se reuniram no Centro de Bauru
Samantha Ciuffa
Já no final da tarde desta segunda (19), o grupo organizou o ato diante do prédio da Câmara Municipal

Manifestantes realizaram protestos contra a reforma da Previdência, na manhã e tarde desta segunda-feira (19), em Bauru. O primeiro ato foi realizado em frente à agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) localizada no Centro da cidade, entre as ruas Azarias Leite e Ezequiel Ramos, e o segundo, em frente à Câmara Municipal.

A mobilização, que recebeu o nome de Dia Nacional de Lutas contra a Reforma, foi convocada por centrais sindicais em todo o País. Em alguns Estados, houve até mesmo paralisação no transporte coletivo e suspensão de aulas em escolas.

Em Bauru, os atos foram liderados pelo núcleo local da Frente Brasil Popular, composta por sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) ou independentes, militantes de esquerda e movimentos que reivindicam a reforma agrária.

"Todas as cidades paulistas com mais de 200 mil habitantes tiveram atos hoje, como forma de dar visibilidade aos termos da reforma, que vai trazer malefícios à classe trabalhadora e, futuramente, a seus filhos e netos. A intenção do governo federal é acabar com a aposentadoria no Brasil e com a seguridade social criada 1988", alega Itamar Calado, coordenador da subsede Bauru da CUT/SP.

NOVOS ATOS

Em frente à Câmara Municipal, os manifestantes aproveitaram a mobilização para criticar a postura do vereador Ricardo Cabelo (PPS), que chegou a dizer, ao usar a tribuna no início do mês, que alguns servidores públicos de Bauru eram "vagabundos". Em entrevista ao JC, o parlamentar se defendeu. "Eu me referi a meia dúzia, e não a todos os servidores. Como eu falei na tribuna, na semana passada, é para esses que não trabalham, porque a maioria faz as coisas certas", afirma.

O Sinserm protocolou, nesta segunda-feira (19), representação para que a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar apure possível quebra de decoro durante o uso da tribuna pelo vereador, na sessão de 5 de fevereiro. O pedido foi encaminhado ao presidente Sandro Bussola (PDT) e deve ser levado para a Comissão, que tem Natalino da Silva (PV) como presidente.

Novos atos contra a reforma da Previdência deverão ser agendados, segundo Itamar Calado, com o objetivo de forçar a retirada da proposta de pauta na Câmara dos Deputados, em Brasília. A votação estava prevista para esta semana, mas, enquanto a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro não for suspensa, o Congresso não poderá votar qualquer alteração na Constituição Federal. Por se tratar de emenda constitucional, o texto exige ao menos 308 votos de um total de 513 parlamentares.

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