| Pedro Romualdo/Câmara Municipal |
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| Presidente do DAE, Eric Fabris, observado pelos vereadores Carlinhos do PS, Manoel Losila, Sandro Bussola, Yasmim Nascimento, Cabelo, Lokadora e Roger Barude, nessa terça-feira (20), na Câmara |
A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa deve começar a funcionar em dezembro deste ano, pelo cronograma apresentado pela Prefeitura de Bauru e Departamento de Água e Esgoto (DAE), em audiência pública na Câmara Municipal, nessa terça-feira (20) à tarde, convocada pelo vereador Manoel Losila (PDT), presidente da Comissão de Obras da Câmara.
O início do tratamento de esgoto, contudo, não significa o fim das obras. O prazo de entrega em dezembro já era estimado desde o ano passado. Pelas datas apresentadas nessa terça (20), a ETE estará com 83% dos serviços concluídos em dezembro, mas as obras ainda seguirão até março de 2019, quando vence o contrato da COM Engenharia, após prorrogação feita no ano passado.
Mesmo assim, o presidente do DAE, Eric Fabris, afirma que o começo do tratamento sem a conclusão pode ser feita. "O que vai faltar depois de dezembro são obras complementares, que não afetam o tratamento. Com isso, é possível iniciar, e nos meses seguintes ainda fazer o que faltar", comenta. O tratamento preliminar deve começar em julho de 2018, quando 58% das obras estarão prontas, pela previsão da autarquia. O tratamento completo, a partir de dezembro deste ano, e a conclusão das obras em março do ano que vem.
RITMO
O ritmo das obras perdeu força no final do ano passado, tanto que em janeiro deste ano apenas R$ 894 mil foram pagos à construtora. Em novembro e dezembro de 2017, os valores foram de R$ 2,5 milhões e R$ 2,1 milhões, respectivamente. Em fevereiro, o repasse já deve ser maior, de R$ 2,9 milhões. E a partir de março até outubro, os valores serão ainda maiores, entre R$ 4 milhões e R$ 7 milhões mensais.
Em novembro deste ano, o valor sobe para R$ 8,5 milhões, e varia entre R$ 6 milhões e R$ 7 milhões entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019. E por fim, em março do ano que vem, último mês de repasse, está previsto R$ 10,1 milhões, finalizando os pagamentos e as obras. Participaram da audiência o presidente do DAE, Eric Fabris, e o secretário de Obras, Ricardo Olivatto, e os vereadores Manoel Losila, Sandro Bussola (PDT), Roger Barude (PPS), Lokadora (PTB), Ricardo Cabelo (PPS), Carlinhos do PS (PV), Yasmim Nascimento (PSC), Natalino da Silva (PV) e Fábio Manfrinato (PP).
REATORES
O novo ritmo das obras a partir de agora se deve à liberação de dois tanques de aeração e dos reatores anaeróbios, que terão a construção retomada. Falta apenas a conclusão desses setores para o fim das obras civis, que já estão 70% prontas.
O restante são equipamentos, pois apenas alguns do tratamento preliminar chegaram. Outros estão sendo fabricados, e serão pagos quando entregues, correspondendo a aproximadamente metade do valor do contrato com a COM Engenharia, que é de R$ 129 milhões, mas recebeu um aditivo e passou para pouco mais de R$ 130 milhões. Fabris reiterou que, apesar da lei permitir até 25% em aditivos, o patamar não deve chegar a 3% nessa obra, mesmo se um segundo pedido, ainda em avaliação, for confirmado.
Dos três tanques de aeração, o DAE liberou a retomada das obras no 1 e 3. Já o tanque 2 ainda passará por novos testes. Se estiverem com bom resultado, a obra será liberada, caso contrário será necessário reforçar as estacas. Caso isso aconteça, a ETE pode começar a funcionar até mesmo sem a entrega do tanque 2. "É possível que a ETE faça o tratamento de esgoto com os outros dois tanques, até que o terceiro fique pronto, caso seja necessário demorar mais. Perde um pouco na qualidade, mas não chega a comprometer o tratamento", revela Fabris.
INTERCEPTORES
O DAE informou que todos os interceptores já foram implantados nos córregos e no Rio Bauru, que estão limpos, portanto. Falta apenas a ligação dos interceptores da margem esquerda para a margem direita do Rio Bauru, já perto da ETE, processo em fase de licitação.
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LODO E ENERGIA
Os equipamentos para remoção do lodo que se formará com o tratamento de esgoto devem chegar já com a ETE em funcionamento, pois a primeira retirada do resíduo será após seis meses de operação. No primeiro momento, o lodo será levado ao aterro sanitário de Piratininga, o que terá um custo ao município. Posteriormente, poderá ter outra solução na própria ETE. "Isso será avaliado depois, primeiro temos que colocar a Estação para funcionar", observa.
Já a energia elétrica, se receber de uma tensão mais alta, precisará de uma subestação na ETE, o que não consta no projeto e teria que ser construída depois. Fabris afirma que, em um período de 7 a 8 anos, a opção por uma subestação, reduzindo a voltagem da energia que vem de uma rede mais alta é viável, mas neste primeiro momento, usará uma rede com tensão mais baixa, para que a ETE comece a funcionar em dezembro.
