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Após parecer da secretaria de Cultura a respeito do recurso protocolado, na última segunda-feira (19), pela escola de samba Mocidade Unida da Vila Falcão, a agremiação estudará nos próximos dias se recorrerá em outra instância. A representante da Vila Falcão questionou a nota obtida no quesito mestre-sala e porta-bandeira, atribuída por um dos jurados do Carnaval 2018.
"Alguns membros da diretoria já tem a intenção de recorrer, mas vamos nos reunir nos próximos dias para decidir como e se daremos prosseguimento à questão. A escola também passará por uma eleição, por isso precisamos conversar", explica o presidente da agremiação, Jair Fontão Odria.
A Secretaria de Cultura divulgou, na manhã dessa terça-feira (21), o parecer em relação ao recurso protocolado pela diretoria da Mocidade. De acordo com o secretário de Cultura, Luiz Fonseca, considerando errônea a avaliação do jurado Miltom Café Neto - com quem a pasta e a reportagem ainda não conseguiram contato -, as notas do referido jurado no respectivo quesito foram anuladas para as quatro escolas.
| Samantha Ciuffa/Reprodução |
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| Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mocidade Unida, Jeferson (Tico) e Mariana |
"O jurado atribuiu o critério de média só para a Mocidade Unida, pois esta foi a única escola de samba a desfilar com mais de um casal de mestre-sala e porta-bandeira, foram três no total. Mas o quesito foi avaliado de forma incorreta, portanto, desconsideramos todas. O que nós não podemos fazer, é trocar essa nota", afirma Luiz Fonseca.
Deste modo, a representante da Vila Falcão permanece em segundo lugar e a pontuação final do desfile ficou da seguinte forma: 1ª colocação: Acadêmicos da Cartola - 169,8 pontos; 2ª colocação: Mocidade Unida da Vila Falcão - 169,7pontos; 3ª colocação: Tradição da Zona Leste - 167,7 pontos; 4ª colocação: Coroa Imperial da Grande Cidade - 166,3 pontos.
ERRO
A Mocidade Unida alega que com acesso aos documentos com a justificativa dos jurados, na última semana, a diretoria descobriu que Café Neto teria dado a nota 9,7 como uma média pelas três apresentações dos casais que desfilaram pela escola.
Segundo Jair Odria, o primeiro casal da Mocidade, composto pelo mestre-sala Jeferson (Tico) e Mariana, que estava de vermelho e logo atrás da bateria, obteve nota (muito boa) de 9,9. O segundo casal teria sido avaliado com 9,6 e o terceiro com 9,7.
De acordo com nota divulgada pela secretaria de Cultura, o critério de média da nota atribuído ao quesito mestre-sala e porta-bandeira e descrito no espaço destinado à justificativa, adotado pelo jurado, é incompatível, inadequado e incorreto, pois a avaliação é exclusivamente destinada ao primeiro casal que porta o pavilhão oficial da escola (no caso da agremiação apresentar outros).
"Nós imaginávamos que eles fossem corrigir a nota. Infelizmente, o jurado cometeu esse erro que tirou o título das mãos da Mocidade Unida. É muito tempo de trabalho, muito esforço para apresentar um trabalho bonito. Isso desmotiva a gente, mas não vamos desistir do carnaval. Chegou a hora de pensarem em outros jurados, de fora de Bauru", declara Odria.
O secretário de Cultura, ainda, destaca que, para os próximos anos, será mantido o método definido para escolha dos jurados.
"Nós contamos com os profissionais e apresentamos às agremiação para que seja realizado o veto, seguiremos dessa maneira", comenta Luiz Fonseca.
O presidente da Acadêmicos da Cartola, Paulo César Madureira, comentou que, nesta sexta-feira (23), a agremiação divulgará uma nota sobre a situação.
"Vamos esperar o desenrolar da semana e falaremos na sexta", diz.
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