| Reuters |
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| Homem carrega garoto ferido na cidade de Hamouriyeh, na região síria de Ghouta Oriental |
Ao menos 38 pessoas morreram nessa quarta-feira (21) no distrito de Ghouta, a leste de Damasco, elevando para 310 o número de mortos pelos bombardeios que ocorrem no enclave rebelde desde a noite de domingo (18). Há ainda 1.550 feridos.
Os números foram divulgados pela ONG britânica Observatório Sírio de Direitos Humanos.
Desde 2015, quando passaram a receber ajuda da Rússia, as forças leais a Assad têm ganhado território na guerra civil, que já dura sete anos.
O enviado da ONU à Síria, Staffan de Mistura, alertou nesta semana sobre a possibilidade de Ghouta se transformar numa segunda Aleppo, cidade que foi cenário de um confronto excruciante em 2016.
As Forças Armadas da Rússia informaram também ontem que conversas para tentar resolver pacificamente a situação na região síria de Ghouta Oriental haviam fracassado e que rebeldes ignoraram pedidos para cessar resistência e abandonar armas.
A Rússia apresentou sua visão da situação após moradores de Ghouta Oriental dizerem estar esperando "sua vez de morrer", em meio a um dos bombardeios mais intensos da guerra por forças pró-governo no enclave sitiado e tomado por rebeldes próximo a Damasco.
Moscou, que rejeitou sugestões de que sua Força Aérea possui responsabilidade por mortes de civis no distrito, pediu ainda ontem para o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas se reunir hoje para discutir a situação em Ghouta.
O centro russo de monitoramento de cessar-fogo na Síria, que é administrado pelo Exército russo, informou em comunicado mais tarde nesta quarta-feira que conversas com rebeldes com objetivo de terminar violência na área haviam desmoronado.
Em comunicado, o centro também acusou rebeldes de impedirem que civis deixassem a zona de conflito.
