Política

Coleta: toda frota poderá ser alugada

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Malavolta Jr./JC Imagens
A Emdurb aluga 5 veículos, para dar conta da demanda. A nova licitação é para somar mais caminhões

A Emdurb abriu licitação para alugar mais caminhões de coleta de lixo orgânico, conforme a coluna 'Entrelinhas' já antecipou. A empresa municipal conta hoje com 21 veículos próprios, mas a maioria tem problemas de manutenção, com custo elevado, atrapalhando a coleta nos bairros, que registra com frequência atrasos. Desde o final de 2016, já são usados cinco caminhões alugados, e, agora, mais veículos devem ser locados, podendo chegar a toda a frota, se for economicamente viável, em estudo que está sendo realizado.

Atualmente, está em vigor ata de registro de preço para locação de caminhões de lixo com capacidade para 15 toneladas. A Emdurb aluga cinco veículos, para dar conta da demanda, pagando cerca de R$ 14 mil mensais em cada. A nova licitação é para somar mais caminhões, agora com veículos com capacidade para 19 toneladas, de modelo trucado. Como também será pelo sistema de registro de preços, a empresa municipal pode usar apenas parte da quantidade licitada, mas, se utilizar tudo, chegará a mais de dez caminhões alugados, ou seja, metade da frota.

Segundo o presidente da Emdurb, Elizeu Eclair, todas as possibilidades estão sendo avaliadas. Hoje, a Emdurb gasta R$ 1,2 milhão por ano com manutenção da frota, sendo a maior parte para a coleta orgânica. Dos 21 caminhões próprios, seis estão com o motor fundido e devem demorar para voltarem a circular. O impacto é sentido pela população, que, com frequência, reclama de atrasos na coleta de lixo.

CUSTO

Eclair enfatiza que a decisão da Emdurb será pelo modelo mais vantajoso. "Há um estudo para saber se compensa mais manter frota própria, custeando a manutenção, ou se é mais viável alugar todos os caminhões, pois, neste caso, a empresa vencedora é que terá de fazer a manutenção, e substituir o veículo caso tenha alguma quebra ou defeito. Então, pode ser mais barato alugar todos os caminhões. Ainda estamos estudando, mas há uma chance real de trabalharmos com toda a frota locada".

Caso opte por alugar toda a frota, parte seria com caminhões trucados, já previsto nesta licitação em andamento, o que pode permitir até a redução do número de veículos - estima-se que, neste caso, 17 caminhões serão suficientes. Outro benefício é que, com maior capacidade, os caminhões fariam menos viagens até o aterro de Piratininga, reduzindo o custo com pedágio, combustível e horas extras.

A Emdurb, neste caso, leiloaria todos os caminhões da frota atual, que é antiga. "Como eu disse, vamos fazer aquilo que for mais viável. Se for mais barato alugar, é uma saída que vamos adotar. Nosso problema de custo na coleta orgânica não é com os funcionários, temos servidores que trabalham muito bem. Nosso problema é com a estrutura e, hoje, a Emdurb não tem dinheiro para renovar a frota inteira. Caminhões mais novos, mesmo alugados, podem melhorar muito o serviço".

A Emdurb pretende alugar os primeiros caminhões trucados após a conclusão da licitação e, se comprovado um custo menor, ampliar aos poucos a locação de toda a frota, sendo parte com a capacidade atual e parte já com capacidade maior.

NOVOS CONTRATOS

Os contratos da Emdurb foram desmembrados por serviço e, no final do ano passado, a empresa municipal assinou 14 novos contratos com a Prefeitura de Bauru. Houve mudança na unidade de medida de vários deles, como a coleta seletiva, que deixou de ser por tonelada, passando a pagamento fixo por equipe, e pintura e capinação, que saíram de hora/homem para metro linear ou metro quadrado. O JC mostra os preços de alguns dos novos contratos.

Proposta de lei específica para os grandes geradores é apresentada

Os grandes geradores de resíduos sólidos terão uma lei específica para transporte e destinação, sendo a empresa, entidade ou promotora de eventos geradora a responsável, reduzindo custos da Prefeitura de Bauru. Nessa quarta-feira (21), a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), apresentou, em audiência pública na Câmara Municipal, a proposta de que seja caracterizado como grande gerador aquele que produzir 200 litros de lixo por dia.

O governo vai considerar as médias semanal de 1.400 litros e mensal de 6.000 litros, para evitar penalizar agentes que gerem mais de 200 litros de maneira esporádica. Caso o projeto de lei, que deve ser encaminhado nas próximas semanas, seja aprovado e sancionado, haverá prazo de 90 dias para a regulamentação. Os estabelecimentos geradores terão que fazer autodeclaração na prefeitura e apresentar um plano de gerenciamento. A fiscalização será com os agentes de proteção ambiental da Semma.

 

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