| Fotos: Arquivo Pessoal |
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| Homenagens: engajamento dos americanos tem chamado a atenção após o massacre |
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| Adriana, de 47 anos, com o filho Roberto, de 15 anos |
Há dois anos e meio nos EUA, o estudante Roberto Noschese, de 15 anos, estava na escola Marjory Stoneman Douglas de Parkland, na Flórida, onde o ex-aluno Nikolas Cruz, de 19, matou 17 pessoas e feriu outras 12, na semana passada. O bauruense escapou por pouco, porque estava na sala de ciências, no prédio vizinho, quando ocorreu o massacre.
É o que revela a sua mãe, a advogada Adriana Noschese, de 47. Segundo ela, a aula estava acabando, momento em que o alarme de incêndio tocou. Devidamente treinados, todos os alunos do colégio saíram das suas respectivas salas.
"O suspeito chegou às 14h19 e, às 14h27, o meu filho me ligou de dentro da escola, que abriga cerca de 3,5 mil estudantes. A polícia chegou dois minutos após o alarme e, como tinha muita gente, só 500 conseguiram sair. O restante foi orientado a retornar às salas, cujas portas são de aço", narra a mãe.
Ainda de acordo com Adriana, os estudantes ficaram trancados no colégio até o entardecer, momento em que, aos poucos, iam sendo revistados e liberados pela polícia. "Quando o meu filho me ligou pela primeira vez, disse que, caso acontecesse algo, gostaria que soubesse que me amava muito. Não caiu minha ficha", relata.
A mãe de Roberto conta, também, que o seu filho não conhecia o suspeito. "Nikolas foi expulso da escola na época em que meu filho entrou, em julho do ano passado", especifica.
CLIMA ATUAL
Uma semana após o massacre, Adriana está surpresa diante do engajamento da sociedade americana. "O apoio às vítimas e aos seus familiares ganhou proporções nacionais", acrescenta.
Tanto que, diariamente, os americanos participam de passeatas, marchas, enfim, toda e qualquer movimentação que se solidarize com quem se foi ou fica. "George Clooney, Oprah Winfrey e a Fundação do Bill Gates fizeram doações consideráveis ao colégio", pondera.
Em meio ao choque da tragédia, a sociedade discute a mudança de regras para a compra de armas. "Nós, os pais dos alunos da escola, estamos sugerindo que uma das atividades extracurriculares seja levantar perfis de quem, de fato, seja considerado propenso a cometer esse tipo de crime", revela.
Embora pareça contra-senso, Adriana alega que saiu do Brasil, porque se viu decepcionada com a política e a falta de segurança. "Nos EUA, as tragédias acontecem, porém, em momento algum, eu me senti insegura, devido ao apoio e à resposta rápida das autoridades", justifica.
De acordo com a advogada, os funcionários da escola participarão de uma reunião hoje e a previsão é de que as aulas voltem na próxima terça-feira (27). Além disso, a direção do colégio decidiu derrubar o prédio onde ocorreu o massacre e, em seu lugar, construir um memorial.
O MASSACRE
Conforme o JC vem noticiando, o massacre da semana passada, em Parkland, na Flórida, inflamou o debate entre apoiadores do maior controle de armas e os que defendem a posse das mesmas.
Inclusive, o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu, na última quarta-feira (21), que armar os professores poderia ajudar a evitar chacinas como esta.
O ex-aluno Nikolas Cruz, de 19 anos, enfrenta múltiplas acusações de assassinato sobre as mortes de 14 estudantes e três funcionários, bem como de mais uma dúzia de feridos, em um massacre que eclipsou Columbine como a pior matança em uma escola de ensino médio.
As acusações podem resultar na pena de morte, mas os promotores ainda não disseram se vão pedir a punição.
Os alunos da escola planejam uma "Marcha por nossas vidas", em Washington, para o próximo dia 24 de março. O objetivo é chamar atenção à segurança nas escolas.
Confira trechos dos vídeos que mostram as homenagens deste massacre em Parkland
Crédito: Arquivo Pessoal
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