Ontem à noite e começo da madrugada, não me recordo se já estive lá em outra oportunidade, estive no sambódromo, com parte da minha família para ver o carnaval bauruense, que num passado distante talvez tenha querido eu ser a minha praia, era o tempo do BAC, do Bauru atlético clube.
Resistente que vamos nos tornando ao o que nos exige muito de nossa parte física como essa uma odisseia com as nádegas no cimento duro das arquibancadas, para ver a folia do reinado de momo. Mas fui, mulher, enteada e a pequena Rafa que de pronto adorou o desfile diferente de mim, que sofri desde a sirene ensurdecedora (precisa de tudo aquilo realmente) até com a pobreza dos primeiros (mais do primeiro) bloco, fantasias e enredo aos interpretes. Velho chato, crítico e mal humorado, (quem eu?).
Espere, dê mais uma chance, afinal de contas podemos mudar, e para melhor eu acho.
Lá pelas tantas vendo a animação da Telma e da Rafa, comecei a me policiar e com uma forcinha comecei a mudar, entrou o "Pé de Varsa" com o Jomafa que reconheci de pronto, que animação e o bloco realmente, muito bom.
Em meio a tudo aquilo, tive mais uma liçãozinha estando ali, um vizinho nosso de assento com a idade que pareava com a minha, com a mulher ( e mais tralha para beber e para comer) e um casal de filhos que regulava com a idade da Rafa, volta e meia entre uma latinha e outra descia até a grade de separação arquibancada e a pista do sambódromo, e sambava mesmo meio inteiro encurralado com seu dois pequenos sob a benção da sua patroa que ficava ali sentada, chinelos de dedo bermudão e camiseta totalmente largado se esbaldava com seu filhos, que alegria.
Cheguei a olhar por mais de uma vez para mim mesmo, e dizer" e ai bobão, quem imagina que sejas? Certamente se não mais, (o provavelmente bem menos), que esse jovem velho senhor ou mesmo o sambista gay pobremente fantasiado, que com tamanho orgulho se apresentava e cantava com uma alegria invejável o enredo do seu bloco, como se fosse um Neymar cantando perfilado o hino brasileiro no gramado.
Enfim despreparados, para tanto antes das escolas começassem a desfilar, começamos a vir embora, (só assistimos aos blocos) satisfeitos quase todos (pela Rafa e pela Telma não arredaríamos pés antes do fim), diversão pra lá de boa.
Vi uma reportagem dia desses na TV os americanos (como sempre eles) estão já bem adiantados em procurar um novo planeta (Marte talvez) para colonizar, já que por várias razões o Planeta Terra já dá sinais visíveis e audíveis, que não vai nos aguentar por muito mais tempo. Quem sabe em um outro lugar, daqui a não muito anos, possamos aprendemos todos a valorizarmos o que é e o que não seja nosso, e abaixando já bem a nossa bola iremos nos apresentar.
Muito prazer em conhecê-los, minha (nossa) graça Senhor, é Ser Humano.