Tribuna do Leitor

A CARA DA DESFAÇATEZ

Ivan Garcia Goffi
| Tempo de leitura: 3 min

Dias atrás, o governador do Rio de Janeiro disse que "não esperavam esse nível de violência no carnaval e não estavam preparados", para justificar a intervenção federal. Fala como se a violência naquele Estado e cidade tivesse vindo na semana passada, e não numa curva exponencial desde que Leonel Brizola tomou conta do Estado e o discurso populista, típico da esquerda, passasse a ser o tom da música macabra. Assim, graças ao empenho em reescrever a história com mentiras e implantar o socialismo em nossa sociedade, desde os anos 80 estamos sendo bombardeados com o estrume mental dessa gente, afundando o país nos piores índices de criminalidade do planeta.

Mata-se anualmente aqui mais que qualquer guerra matou dos últimos 30 anos. E falo "anualmente"! Quando o petismo assumiu o poder, eram 29.000 homicídios por ano. Em 2017, foram 59.000! Apenas na cidade do Rio de Janeiro foram 6.740 em um ano, enquanto que aquele estado ficou com 18% das mortes de todo o país.

Todavia, bastou uma medida de combate à criminalidade, com a intervenção federal, que a tropa de choque do socialismo partiu com foice na mão, dizendo que antes de combater a violência tem que tratar das desigualdades sociais, dar condição de vida para o pobre não delinquir, cuidar da educação e outras asneiras desconexas com a realidade.

Primeiro, porque é um desrespeito aos 60 milhões de pobres que não optam por praticar crimes, bem como aos jovens pobres e todos os desempregados que mantém uma vida honesta. Segundo, porque a violência só pode ser combatida com o encarceramento imediato e o afastamento do delinquente da sociedade que ele não aceita. Não há espaço para filosofia de almanaque socialista embolorado. A história já comprovou que nenhuma das teorias funciona. Terceiro, porque o desarmamento foi a medida mais irresponsável e violenta contra o cidadão honesto.

Não é arma que mata. É gente. Ter arma nunca foi problema. O direito de comprar e portar deveria estar atrelado apenas ao preenchimento dos requisitos jurídico-psicológicos, aliando leis duras para os excessos. Bandido ou garotão fazendo graça com arma, só tem que tirar os desajustados da sociedade, simples assim. A lei confere ao estado o monopólio da segurança, mas o que se vê é que a gestão da violência é administrada apenas pela bandidagem.

O problema é que somos vítimas da desfaçatez, da incompetência, da tolerância com o crime e o criminoso. Ainda que os números alarmantes não parem de crescer, bem como o nível de crueldade dos bandidos e a banalidade dos crimes, absolutamente nenhum parlamentar sugere mudança no código penal. Pelo contrário, andamos na contramão, sempre sugerindo redução da pena, abrandamento da punição e liberdade antecipada para que o bandido possa ser "reinserido na sociedade". E, assim, tristemente, a cada crime violento descobrimos que o bandido já tinha diversas passagens pela polícia ou já tinha matado antes. Vemos uma insistente devolução oficializada pelo estado para ele matar e roubar de novo.

Enquanto não nos rebelarmos contra os despautérios dessa mentalidade doentia que assola nossa sociedade, vamos viver reféns da violência, rezando todos os dias para chegarmos em casa e encontrarmos nossa família, como se vida e morte fosse apenas um jogo de sorte.

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