| Fotos: Douglas Reis |
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| Coronel Airton Martinez detalhou o projeto na manhã dessa sexta (2) |
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| Major Serpa, major Hudson, Serginho Brum, Gazzetta, Roger Barude, Capitão Augusto, Sandro Bussola e Coronel Meira |
Após muitos anos de espera, o sistema público de videomonitoramento deve chegar neste primeiro semestre em Bauru e já com aliados para a sua expansão. É que, após implantado, o projeto, que será gerido pela Polícia Militar (PM), possibilitará a integração com câmeras particulares, modelo full HD PTZ, da frente de residências e empresas.
A novidade foi anunciada na manhã dessa sexta-feira (2), em entrevista coletiva que reuniu a corporação, o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD), o presidente da Câmara, Sandro Bussola (PDT), e outros vereadores; e o deputado federal Capitão Augusto Rosa (PR-SP), incentivador da medida da cidade. Na ocasião, o prefeito informou que a licitação para a aquisição das câmeras e do link para uso do sistema em tempo em real será aberta na próxima semana e a implantação deve ocorrer em prazo máximo de 60 dias.
A mesma previsão foi dada pela PM, responsável por uma segunda licitação, que irá adquirir 18 monitores de 55 polegadas, chamados de Vídeo Wall, que serão instalados na sala onde funciona o Centro de Operações da PM, o Copom, sede do teleatendimento do 190.
Inicialmente, dez pontos da cidade serão contemplados pelo videomonitoramento (veja no quadro no final).
"São locais estratégicos, rotas de fuga da cidade, onde há trafego de carros furtados e roubados. Nossa ideia inicial é monitorar os infratores que entram e saem de Bauru. E vigiar pontos que reúnem grande concentração de pessoas", afirma o coronel Airton Iosimo Martinez, comandante do Centro de Policiamento do Interior-4 (CPI-4).
EXIGÊNCIAS
Para ser integrada ao sistema da polícia, a câmera particular precisa, além de ser full HD PTZ, ser compatível com o sistema que será operado, que ainda depende das empresas que ganharão a licitação.
"Haverá necessidade de um requerimento por parte do morador ou empresário, que deverá ser feito em alguma sede da polícia. Pode ser até por meio das Bases dos bairros. De lá, os policiais encaminham para o setor certo", explica o major Fabiano Serpa, comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I).
O coronel Martinez ressalta, contudo, que esses pedidos serão analisados somente após a implantação e funcionamento dos dez pontos iniciais já previstos.
"Consultaremos se o local atende às característica do projeto. Dentro de condomínios, por exemplo, não é possível. O monitoramento se dará na via pública", detalha o coronel.
Incentivador do projeto, o vereador Coronel Meira (PSB) acrescenta que o sistema será gerido via Detecta, um software da Secretaria de Estado da Segurança Pública que reúne banco de dados policiais de pessoas e veículos.
"Não há invasão de privacidade quando a fiscalização é feita em vias públicas", pontua Meira.
CENTRAL
Além de ajudar na prevenção de crimes, por possibilitar fiscalização em tempo real, a medida deve ajudar no esclarecimento de ocorrências por parte das polícias Civil e Federal.
Na prática, a Central de Videomonitoramento será operada por dois policiais, por turno. A equipe foi realocada e irá trabalhar sob a supervisão do capitão Jovercy Bergamaschi, chefe do Copom. Eles estarão em uma sala com cerca de 20 policiais que atendem o 190 de Bauru e região.
"Isso não afetará em nada a capacidade do Copom. Pelo contrário, a integração deve auxiliar", frisa o capitão Bergamaschi.
Valor investido
O projeto teve custo de R$ 1,3 milhão, com R$ 710 mil do Estado, R$ 350 mil da prefeitura e mais R$ 300 mil provenientes de emenda parlamentar do deputado federal do Capitão Augusto (PR-SP).
"Por mês, a prefeitura desembolsará R$ 10 mil com o link que alimentará o projeto. Até o final do nosso mandato, quero aumentar de 10 para 25 os pontos públicos monitorados", projeta Gazzetta.
"Bauru terá mais R$ 1 milhão de emenda impositiva para o primeiro semestre do ano que vem para incrementar o videomonitoramento. Vamos transformar a cidade em referência", completa o Capitão Augusto.
Sandro Bussola ofereceu ao capitão o título de Cidadão Nauruense pela iniciativa. Futuramente, a ideia é que o projeto integre outras funcionalidades, como a fiscalização de trânsito.
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Os equipamentos
As câmeras públicas Full HD PTZ serão fixadas em um poste a cerca de 5 metros do chão e ficarão dentro de uma cápsula resistente a impactos. Cada equipamento terá um nobreak próprio e visão noturna por infravermelho, possibilitando zoom de 35 vezes. "Gravarão independentemente de movimentação ou não e 24 horas por dia", detalha o major Fabiano Serpa.
As gravações ficarão armazenadas por 60 dias. Após esse prazo, serão apagadas para a memória ser reutilizada. O sistema será gerido por meio de fibra ótica. "Até o Copom São Paulo poderá acompanhar online eventos em Bauru", destaca o coronel Airton Martinez.
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