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| Orlando de Oliveira Araújo foi socorrido, mas não resistiu |
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de um bebê de apenas seis meses, ocorrida no final da manhã dessa quarta-feira (7), em Bauru. O padrasto de Orlando de Oliveira Araújo, um jovem de 26 anos, conta que a criança estava no quarto da casa em que a família mora, no Parque Vista Alegre, e teria se asfixiado com o cobertor. O caso foi registrado como morte suspeita.
De acordo com informações da Polícia Militar (PM), o fato ocorreu por volta das 11h na quadra 3 da alameda dos Cravos. "Na hora, estava apenas o padrasto na casa. Ele conta que estava sentado no sofá da sala e, quando foi até o quarto onde o bebê estava, em uma cama de casal, encontrou o garoto enrolado em um cobertor e já desacordado", conta o tenente Luiz Capelin.
Orlando foi levado até o Comando de Policiamento do Interior (CPI-4), por ser perto da casa da família, onde foram feitos, pela PM, os primeiros socorros e tentativas de reanimação. "Também foi acionado o Samu e o Resgate dos Bombeiros. Eles chegaram com um médico e a criança foi entubada", complementa o tenente.
Depois, o bebê foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Geisel, onde foram realizadas novas tentativas de reanimar o garoto. Infelizmente, todas foram sem sucesso.
A reportagem apurou com fontes ligadas à família que a mãe da criança, de 23 anos, estava trabalhando no momento da ocorrência.
Ela e o padrasto de Orlando mantêm um relacionamento desde novembro do ano passado. Abalados, ambos não quiseram dar entrevistas.
NA DELEGACIA
| Samantha Ciuffa |
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| Caso foi registrado no Plantão Policial como morte suspeita |
A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia na casa da família. O delegado plantonista Roberto Cabral Medeiros também foi até o local e ouviu diversos familiares. Ele ainda conversou com os médicos que atenderam Orlando na UPA do Geisel.
No Plantão Policial, o delegado ouviu o padrasto, a mãe da criança e demais familiares. Todos foram liberados e o caso foi registrado como morte suspeita.
"A última vez que o padrasto teria ido vê-lo na cama, ele estava bem e, depois de 10 a 15 minutos, percebeu que a criança havia se enrolado na coberta que estava na cama onde dormia. Ao que tudo indica, a ocorrência foi de natureza culposa (sem intenção), mas as investigações vão depender do laudo do IML, que ficará pronto em 30 dias", afirma.
Segundo o BO registrado, foram apreendidas todas as mantas que estavam na cama em que o garoto teria se asfixiado e uma peça de roupa.

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